sexta-feira, 29 de julho de 2016

Férias




Olá amigo (a)!

Estarei de férias no período de 1 a 10 de agosto de 2016. Portanto,  ficaremos sem atualizações no nosso blog. 
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Beijos e abraços!

Shirley Marciano

A espetacular chuva de meteoritos que poderá ser vista nos céus de todo mundo no fim de semana

O Globo
29 de julho de 2016

Duas impressionantes chuva de meteoros poderão ser observadas nos próximos dias (Foto: Divulgação/Nasa)

Conhecido como Delta Aquarídeas, o fenômeno ocorre todos os anos entre os meses de julho e agosto, mas atingirá seu pico nos próximos dias.

Uma espetacular chuva de meteoros poderá ser observada a partir desta sexta-feira (29) e durante o fim de semana em todo o mundo. Conhecido como Delta Aquarídeas, o fenômeno ocorre todos os anos entre os meses de julho e agosto, mas atingirá seu pico nos próximos dias.

Segundo astrônomos, até 20 meteoros poderão ser observados por hora.
A chuva de meteoros Delta Aquarídeas é ligada à passagem do cometa 96P/Machholz, descoberto em 1986 por um astrônomo amador. A lua minguante tornará o fenômeno ainda mais especial, pois com menos luz os meteoros ficam mais visíveis.

As melhores horas para observar o Delta Aquáridas são entre a meia-noite e antes do amanhecer, entre duas e três da manhã. Quem estiver no Hemisfério Norte, deve olhar para o sul, perto da constelação de Aquário. Já que vive abaixo da linha do Equador, como é o caso do Brasil, tem mais sorte, pois os meteoros estarão mais visíveis. Será preciso olhar para o norte.

Perseidas

Contudo, os moradores do Hemisfério Norte poderão ver com mais nitidez as Perseidas, uma outra chuva de meteoros ligada à passagem do cometa Swift-Tuttle, em meados de agosto.Quem mora acima da Linha do Equador poderá observá-las perto da constelação de Perseu, entre o nordeste e o norte.

Já quem vive no Hemisfério Sul, será preciso olhar em direção ao norte do horizonte.
As chuvas de meteoros ocorre quando a Terra cruza a órbita de um cometa. Quando está perto do Sol e se aquece, o corpo celeste perde pedaços deixando um rastro de pó.

"São esses detritos que se chocam com a atmosfera exterior da Terra a 150 km/h, fazendo com que se evaporem como meteoritos ou estrelas", afirmam especialistas ouvidos pela BBC. Segundo o site de notícias de ciência Sciencealert, a gravidade da Terra atrai pó e gelo que se desprendem do cometa.

Rússia adia lançamento de foguete com satélite dos EUA

Sputnik
28 de julho de 2016

Sputnik/ Oleg Urusov

A agência espacial russa Roscosmos anunciou nesta quinta-feira (28) o adiamento do lançamento de um foguete Proton que deverá levar à órbita terrestre um satélite de telecomunicações dos Estados Unidos.

O lançamento foi adiado pelo menos até 10 de outubro. "A comissão de planejamento de lançamento da Roscosmos decidiu adiar o lançamento de um foguete portador Proton-M com o satélite de telecomunicações norte-americano EchoStar 21. A nova data foi definida preliminarmente para 10 de outubro de 2016", disse a agência russa em comunicado.

O EchoStar 21 foi construído pela Space Systems/Loral, e tem vida operacional prevista de 15 anos.

Estudantes de UNB são selecionados para estágio na área espacial na França

AEB
28 de julho de 2016

Foto: Beatriz Ferraz/Secom UnB

Os estudantes do 9o semestre de Engenharia Aeroespacial da UnB Igor Kinoshita, Lucas Brasileiro e Sebastião Roni estão de malas prontas para um ano de estudos e estágio em um dos mais importantes centros de pesquisa do mundo na área aeroespacial, o Instituto Superior de Aeronáutica e do Espaço (ISAE), em Toulouse, na França.

“O ISAE Supaero faz parte do maior polo aeroespacial da Europa, sendo o segundo do mundo”, destacam os futuros engenheiros. “É mais uma conquista para o curso de Engenharia Aeroespacial da UnB. A responsabilidade de estar lá representando a Universidade é grande”, dizem.

Segundo eles, foram selecionados estudantes do mundo inteiro. O resultado da seleção saiu em maio. Igor e Sebastião viajam no final deste mês e Lucas, no início de agosto, quando termina a última sessão de radioterapia. “Soube que havia sido selecionado ainda no hospital”, conta o estudante, que luta para vencer um câncer descoberto em abril deste ano.

O intercâmbio faz parte de acordo de cooperação assinado em 2014 com o governo francês. No Brasil, a Agência Espacial Brasileira (AEB), a UnB e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) participam do programa que envolve duas grandes empresas de fabricação de aviões e sistemas espaciais, a Airbus e a Astrium.

“O campo de atuação do engenheiro aeroespacial é amplo”, observa Lucas. O profissional desta área está preparado para projetar aviões e foguetes, por exemplo. “Também há engenheiros aeroespaciais na indústria automotiva e no mercado financeiro”, cita.

“Nosso sonho, no entanto, desde criança, é desbravar o espaço”, dizem em coro. Atingir esse objetivo, segundo eles, não é fácil. Até hoje, apenas um brasileiro conseguiu o feito, o astronauta Marcos Pontes. “Estamos dispostos a explorar o desconhecido. É desafiador.”

“Sempre soube que queria fazer Engenharia”, diz o paulista Igor Kinoshita, 21 anos. “Quando era criança, desmontava aparelhos e brinquedos, e pesquisava sobre a vida de piloto. Passava horas admirando as imagens de foguetes e planetas que via nas revistas que um tio trazia do Japão.” Igor pretende estudar sinais e sistemas no instituto francês.

O baiano Sebastião Roni, 24 anos, relata o mesmo fascínio. “Gostava de engenharia e tinha muita curiosidade sobre o espaço.” Ele aproveita a oportunidade na França para se especializar em mecânica dos fluidos.

Lucas Brasileiro, 27 anos, lembra dos aviões da Força Aérea Brasileira. “Meu pai é cirurgião dentista da FAB e lembro que eu ficava olhando as aeronaves quando ia visitá-lo no trabalho”, conta. Durante o programa, o brasiliense irá se concentrar no estudo de estruturas.

Engenharia Aeroespacial – Criado em 2012, o curso de Engenharia Aeroespacial da UnB comemora realizações, como o lançamento de satélites e o acordo de cooperação com o polo espacial francês.

Com um corpo docente de jovens especialistas, dois terços dos professores são estrangeiros. Há ucranianos, italianos, um alemão, um sul-coreano e um francês pesquisando no campus da UnB no Gama.

Entre os pesquisadores brasileiros está o professor Sérgio Carneiro, que ajudou a desenvolver no Brasil a aeronave cargueira KC-390 da FAB. “Apesar de novo, o curso tem várias conquistas”, orgulha-se Igor Kinoshita.

Especialistas defendem reformulação do Sistema Nacional de CT&I

Agência CT&I
Felipe Linhares
29 de julho de 2016

Laboratório de Integração e Teste (INPE)

A crise econômica afetou gravemente as estruturas de governança dos países. No entanto, alguns modelos brasileiros começaram a apresentar sinais de baixa antes mesmo de o mundo sentir os impactos do colapso financeiro iniciado em 2014. É o caso do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A análise é do economista Carlos Américo Pacheco e do físico Carlos Henrique de Britto Cruz.
Durante o ciclo de debates promovido pela Associação de Funcionários da Finep (Afin), nesta quinta-feira, ambos especialistas apontaram para o esgotamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que a partir de 2003 começou a ser usado para financiar ações transversais. Na prática, esse mecanismo permitiu que os recursos dos fundos setoriais, que a anualmente dispõem de R$ 5 a 6 bilhões, fossem aplicados em políticas mais amplas.

“Na minha opinião foi aí que o FNDCT começou a entrar em colapso. O fundo foi usado para financiar 200 mil coisas, sendo algumas delas complexas como o programa Ciência sem Fronteiras. O recurso chegou inclusive a substituir parte do montante que o Tesouro nacional antes repassava para o Ministério da Ciência e Tecnologia”, avaliou Pacheco, que já dirigiu o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

O economista defende uma reformulação na estrutura financeira do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI) para sustentar a crescente demanda por recursos. Segundo Pacheco, a engenharia financeira feita no final dos anos 1990 reformulou e, por quase duas décadas, sustentou o FNDCT. “Atualmente nosso sistema de financiamento é extremamente inadequado para o compartilhamento de risco tecnológico. Ele não funciona mais e é incapaz de resolver os problemas do SNCTI, que cresceu no tamanho e, consequentemente, na demanda”, disse.

O físico Carlos Henrique de Britto Cruz recordou os progressos brasileiros nos últimos 20 anos, principalmente a formulação de um marco regulatório para as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). “Hoje temos entidades empresariais falando e demandando pesquisas. Isso entrou na pauta deles. Também ganhamos um crescimento do sistema e das linhas de crédito para PD&I, mas não é só jogar recursos no Sistema Nacional de CT&I para as coisas melhorarem”, avalia Cruz, que é diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Embora tenham havido ganhos e importantes conquistas científicas e tecnológicas, o setor como um todo continua estável. “O progresso foi na quantidade, mas do ponto de vista macro ficamos estável”, aponta o diretor da Fapesp, ao apresentar dados dos dispêndios brasileiros em CT&I. Em 2000, 54,61% dos investimentos no setor foram feitos pelos governos estadual e federal, enquanto as empresas privadas e estatais aplicaram 36,59%. Dados mais recentes do governo indicam que os índices permaneceram estáveis, sendo 55,93% de investimento público frente a 44,07% das companhias.

“Precisamos fazer um esforço para ver como os bilhões que são gastos geram resultados. O jeito de usar o dinheiro faz diferença. Uma política de Estado para CT&I precisa sinalizar o que queremos alcançar e não quanto queremos gastar. Parece que o objetivo é ter 2% do PIB aplicado em CT&I, mas o objetivo na verdade é fazer coisas para os brasileiros. Temos que perseguir a meta de impactos intelectual, social e econômico”, afirmou Cruz.

Reforma e integração

Carlos Américo Pacheco e Carlos Henrique de Britto Cruz apontaram que o principal benefício da evolução do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação foi fazer com que o tema entrasse efetivamente para agenda política. “De um jeito ou de outro, no plano federal, se consolidou a noção de que temos um sistema de inovação e que ele precisa de atenção para crescer. Sem reforma ficaremos parados”, destaca Pacheco.
Britto Cruz defende uma maior integração da esfera federal com os poderes estaduais e municipais. Devemos construir uma política de CT&I que, de fato, seja nacional. “A política de CT&I atual é mais federal que nacional. Nos estados e municípios existem atores que podem contribuir significativamente para o sistema”, alerta o diretor da Fapesp. “Paralelo a esse esforço, devemos focar nos impactos sociais, econômicos e intelectuais e aumentar a discussão pela melhoria e qualidade da aplicação de recursos.”

Lei do Fio Terra completa 10 anos, mas descargas atmosféricas ainda provocam mortes dentro de casa

MCTIC
28 de julho de 2016

Foto: Divulgação/Brasil Escola

Trinta pessoas morrem por ano em consequência das descargas atmosféricas dentro de casa. Segundo o Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (ELAT/INPE), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o setor agropecuário registra o maior número de vítimas de raios: 25% dos casos. Isso ocorre porque as atividades são realizadas a céu aberto. Mas os acidentes dentro de casa vêm logo em seguida, causando 19% das mortes por descargas atmosféricas no país. A adoção do fio terra nas residências pode mudar essa realidade.

O sistema de aterramento consiste em uma viga cravada na terra que é conectada a um fio. Ele diminui a variação de tensão de uma rede elétrica, elimina as fugas de energia e protege as pessoas de um eventual choque elétrico. Este sistema é obrigatório há dez anos, como determina a Lei 11.337. Quando bem feito, o aterramento também protege das descargas atmosféricas.

"Uma descarga atmosférica, quando ocorre, por exemplo, em um prédio, gera um aumento da eletricidade em toda a fiação do prédio. Isso acaba provocando a queima de equipamentos ligados à rede elétrica, assim como uma fatalidade, se a pessoa estiver encostada em um equipamento ou muito próxima a uma tomada. O fio terra faz com que a maior parte das  correntes induzidas pelo raio se dirija à terra", explicou o coordenador do ELAT, Osmar Pinto Jr.

Embora esteja em vigor há dez anos, a lei que obriga o aterramento nas edificações do país ainda não foi regulamentada, o que dificulta a fiscalização. Mas os especialistas chamam a atenção para a importância da instalação do fio terra uma vez que as consequências de uma descarga elétrica podem ser muito sérias. Há casos de queimaduras, coagulação do sangue, contração muscular e até parada cardiovascular.

Jogos Olímpicos e Paraolímpicos 2016 terão apoio das previsões do CPTEC/INPE

INPE
28 de julho de 2016

Boia meteorológica do MCTIC, na Baía de Guanabara,para o monitoramento do tempo durante os Jogos 2016.
Crédito: Divulgação

Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, do Rio de Janeiro, terão o apoio de previsões e serviços meteorológicos do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Mais de 20 modalidades esportivas dependem das condições de tempo para serem realizadas ou mesmo para se definir estratégias de competição, afirma o meteorologista do INPE Sergio Henrique Ferreira, responsável pelos desenvolvimentos e atividades do CPTEC para os Jogos.

"Alguns eventos esportivos poderão ser suspensos e reprogramados de acordo com as previsões", afirma Ferreira, assinalando a responsabilidade de fornecer previsões precisas neste grande evento internacional. Os serviços meteorológicos serão fundamentais também para garantir a segurança das instalações, dos atletas e do público.

Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos serão o maior evento na história do país, em termos de logística, envolvendo grande complexidade e que gerou diferentes demandas de serviços de previsão e monitoramento do tempo. "Graças ao esforço de cooperação entre nove instituições federais, estaduais e municipais, foi possível atender às necessidades e exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI)", destaca o meteorologista do CPTEC/INPE.



Há cerca de um ano esses centros vêm realizando um trabalho conjunto, com a APO (Autoridade Pública Olímpica), a fim de coordenar os esforços para atender os Jogos como um todo. Na distribuição de tarefas, o CPTEC ficou responsável pelas previsões numéricas de ondas, marés e correntes (disponíveis em http://esportes.cptec.inpe.br/sailing/en), enquanto o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) irá fornecer as previsões numéricas da atmosfera, além de coordenar e concentrar as informações das nove instituições a serem enviadas sistematicamente à plataforma de informações do COI.

Mais de 30 funcionários do CPTEC/INPE, das mais diversas áreas, incluindo meteorologistas, oceanógrafos, pesquisadores, técnicos, e especialistas em computação estão envolvidos nos preparativos e nas atividades operacionais de monitoramento e previsão de tempo durante os Jogos. "Na realidade, todo o CPTEC/INPE estará envolvido e ficará de prontidão nos próximos dois meses durante a realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos", enfatiza Ferreira.

Meteorologistas do CPTEC/INPE, CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), INMET e INEA (Instituto Estadual Ambiental) foram destacados para atuar diretamente no apoio à realização dos Jogos. Dois deles, do CPTEC/INPE, estão desde o último dia 21 no Main Operational Center (Centro Principal de Operações), no Parque Olímpico da Barra da Tijuca.

No próximo dia 3, dois dias antes dos Jogos iniciarem, outros quatro meteorologistas, um do CPTEC/INPE, um do CEMADEN e dois do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) fornecerão briefings diários sobre o tempo no escritório da Marina da Glória, para apoio às provas de regata de vela.

Outros meteorologistas, do INMET e INEA, darão apoio à realização das provas de canoagem e remo na Lagoa Rodrigo de Freitas. Os meteorologistas fornecerão diariamente previsões nos períodos da manhã e da noite para o Comitê Olímpico e para os atletas.

Previsões Para a Vela

Na Marina da Glória, o foco principal serão as previsões de vento, de ondas, marés e correntes geradas pelo INPE para oito pontos de regatas de Vela dentro e fora da Baía da Guanabara. Ferreira destaca o grande esforço realizado pelo CPTEC para gerar, rapidamente, em menos de um ano, um sistema de monitoramento e de previsão para dar suporte e atender o Comitê Olímpico Internacional e os atletas velejadores.

Segundo o pesquisador do CPTEC/INPE, um dos principais desafios foi o desenvolvimento da simulação da dinâmica das correntes e ondas da Baía de Guanabara e do regime de ventos locais, que leva em conta o relevo acidentado e montanhoso da região. "A topografia ao redor da Baía canaliza os ventos e gera condições muito específicas de brisa. Compreender esta dinâmica e incorporá-la aos modelos é fundamental ao refinamento das previsões, em especial o momento exato da mudança da direção dos ventos, foco dos interesses dos velejadores", afirma.

As previsões serão geradas pelo modelo de ondas SWAN e, para correntes marítimas, pelo modelo ROMS, com resoluções espaciais variáveis, que chegam a até 100 metros. Para as previsões de tempo, serão utilizados os modelos atmosféricos COSMO, rodado pelo INMET, WRF (Weather Research and Forecasting Model), rodado pelo CPTEC/INPE, e o ETA, do próprio CPTEC/INPE, com resolução de 1 quilômetro.

Dados meteorológicos também serão utilizados para validar resultados de algumas provas, como de atletismo, que registram as condições atmosféricas durante a competição, explica Ferreira. O monitoramento da concentração de poluentes será feito pelo INEA e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), com dados coletados por suas redes de estações. Para complementar este serviço, foi solicitado recentemente ao CPTEC o serviço de previsão e monitoramento da qualidade do ar do modelo CAT-BRAMS, com resolução de 1 quilômetro. Devido ao curto prazo para implementá-lo, o modelo estará disponível somente no início das Olimpíadas.

Legado Meteorológico

Os desenvolvimentos na área de modelagem realizados pelo CPTEC/INPE deverão ser incorporados aos modelos regionais de previsão do tempo ETA e BRAMS, que cobrem a América do Sul. Segundo Sérgio Ferreira, os modelos utilizados nos Jogos, de alta resolução espacial, poderão ser reaproveitados para dar suporte a atividades portuárias da Baía de Guanabara e da aviação civil. Poderão ainda ser adaptados a outras regiões portuárias do país.

Outra área que se beneficiou com os desenvolvimentos para as Olimpíadas e Paraolimpíadas foi a de assimilação de dados em modelos numéricos de alta resolução. Foram feitos grandes esforços de assimilação de dados de radares meteorológicos e de dados de perfiladores de vento para "abastecer" modelos de previsão de alta resolução.

Ferreira explica que a assimilação de dados é uma das principais etapas do processo de geração da previsão numérica do tempo. O modelo de assimilação de dados gera as condições iniciais do tempo (análise), necessárias para iniciar o processamento do modelo da previsão de tempo. "Este trabalho deverá resultar em avanços consideráveis à área de previsão de tempo de curto prazo (nowcasting)", destaca Ferreira.

Além destes resultados pontuais, o esforço conjunto das instituições deverá propiciar novas cooperações, acrescenta o meteorologista. Além do INPE (CPTEC) e do INMET, participaram da construção e operação do sistema meteorológico dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, as seguintes instituições: o Instituto Estadual de Ambiente (INEA), Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), Departamento de Controle de Espaço Aéreo da Força Aérea Brasileira (DECEA), Sistema de Monitoramento da Cosa Brasileira (SIMCosta), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), Sistema Alerta Rio/Fundação Instituto de Geotécnica do Município do Rio de Janeiro (Geo-Rio) e Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN).

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Servidores do INPE, DCTA e Cemaden decidem adiar início da greve até fechamento da folha de pagamento de agosto

Redação SindCT
28 de julho de 2016


Assembleia 28/07/2016 - Foto: Fernanda Soares

Aconteceu nesta quinta (28/7) mais uma assembleia dos servidores do DCTA, INPE e Cemaden para avaliar as últimas informações relacionadas à tramitação do PLC-33/2016, que reajusta os salários do pessoal das carreiras de C&T, dentre outras categorias. Este projeto de lei, que apenas aguarda sanção presidencial para entrar em vigor, acabou sendo aprovado pelas duas casas do Congresso Nacional com erros de redação, dentre os quais, o que exclui os valores da Gratificação de Qualificação - GQ, dos cargos de técnico e auxiliar técnico da carreira de Desenvolvimento Tecnológico em C&T. Com este erro, o próprio MPOG havia colocado em dúvida a possibilidade de se proceder o pagamento da GQ a estes servidores.

Com a atuação do Fórum de C&T em Brasília, a Consultoria Jurídica da AGU deu parecer favorável a uma Nota Técnica do MPOG firmando entendimento de que o pagamento--integral e reajustado-- da GQ poderá ser pago a todos os servidores da carreira, independentemente do PLC-33 vir a ser corrigido via Medida provisória - MP, ou não (leia a íntegra do Parecer da Conjur/MP).

Ainda não é possível afirmar, com 100% de certeza, se a GQ destes servidores será paga corretamente ou não no mês de agosto (com pagamento em início de setembro), uma vez que apenas com a divulgação do holerite e, em seguida, do pagamento creditado em conta bancária, esta certeza será alcançada. No entanto, o parecer técnico, corroborado pelo parecer jurídico, nos garante todos os meios necessários e suficientes para que o governo e os RHs das unidades efetuem o pagamento de forma correta. 


Comunicado do RH do INPE de 28/07/2016
Deliberação sobre a greve

Os servidores do DCTA, INPE e Cemaden, reunidos em assembleia no último dia 25, haviam deliberado por entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir das 8h do dia 28/7. Com a publicação do parecer da Conjur firmando entendimento de que é possível pagar a GQ aos técnicos e auxiliares técnicos de C&T, os servidores reunidos em assembleia no dia de hoje (28/7), deliberaram pela manutenção da greve, no entanto, adiando a avaliação para seu início efetivo ou encerramento tão logo se tenha a comprovação do fechamento da folha de pagamento de agosto, quando só então será possível observar se a GQ daquela categoria está sendo paga corretamente ou não.

Tratou-se, portanto, de uma deliberação que mantém a categoria mobilizada e com greve declarada, porém, restando definir a data do início efetivo da greve ou a decretação do seu fim, a depender da forma como será paga a GQ dos técnicos e auxiliares técnicos de C&T.

Nossa Avaliação

A obtenção do parecer da Conjur e da Nota Técnica do MPOG foi sem sombra de dúvida uma vitória da mobilização e persistência dos servidores da C&T em todo o país. Neste período, o Fórum de C&T manteve-se constantemente em contato com técnicos do governo e constante consulta às bases, de forma a mantê-la mobilizada e pressionando o governo para que uma solução fosse acertada de forma a não prejudicar nenhum servidor da carreira. Apesar da vitória, o momento ainda é de alerta e vigília, até que os vencimentos sejam efetivamente pagos de forma correta.

Vencida esta situação, muitas são as lições a se tirar deste episódio, como 1) a necessidade de se manter permanentemente em alerta sobre os vários projetos de lei de interesse da categoria e de nossas instituições no Congresso, 2) a importância de se manter as carreiras de C&T unidas e coesas sob a bandeira do "mexeu com um, mexeu com todos", e 3) a importância da greve e de outras formas de mobilização para se pressionar os agentes do governo e do parlamento para que atendam às nossas reivindicações.

Tão logo surja qualquer fato novo em torno da questão do PLC-33 e do efetivo pagamento da GQ, o SindCT convocará nova assembleia para que a base possa avaliar os novos fatos e deliberar pelo início efetivo ou pelo encerramento da greve deflagrada.

Leia também:
Urgente: MPOG emite nota técnica autorizando pagamento da GQ integral reajustada

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Ozires Silva: "Estamos criando uma verdadeira tragédia para o nosso futuro"

Infomoney
Thiago Salomão
26 de julho de 2016

Foto: José Cruz; Agência Brasil
Governo deveria ser o catalisador do sucesso da sociedade, e não o atrito, diz fundador da Embraer; onde estão os nossos líderes? Já esta provado que não estão em Brasília.

SÃO PAULO - O bordão "Brasil é o país do futuro" nasceu com uma visão promissora para o País, mas logo tornou-se o "lugar comum" para concluir a ideia de que não conseguimos evoluir em certos aspectos e ficamos esperando por um futuro que nunca chega. E se depender das políticas adotadas pelo nosso governo no campo educacional, estamos fadados a ficar cada vez mais atrasados do resto do mundo. Essa visão é de ninguém menos que Ozires Silva, 85 anos, fundador da Embraer  e que "venceu na vida" principalmente graças aos esforços pessoais nos estudos - o que torna essa análise ainda mais preocupante.

"A magia da transformação passa pela educação. Basta ver o que aconteceu com a China e a Coreia do Sul nas últimas décadas. Aqui não temos isso: o Governo Federal não tem e nunca teve um plano para mudar isso. Estamos criando uma verdadeira tragédia para o nosso futuro e para as gerações de nossos netos", disse Ozires em almoço palestra promovido pela OEB (Ordem dos Economistas do Brasil), realizado no começo de julho no Terraço Itália, em São Paulo.

Por cerca de 40 minutos, ele explicou por que o Brasil está ficando - e deverá ficar - cada vez mais para trás na esteira da evolução do mundo e apontou como a falta de líderes em Brasília é determinante para nos manter nesse atoleiro.

Como um ótimo contador de histórias, Ozires ainda narrou toda a trajetória da Embraer, desde a fundação até a posição mundial de destaque, comovendo os ouvintes mas ao mesmo tempo mostrando o quão difícil é criar tecnologia dentro de um país tão acostumado a produzir commodities.

Confira abaixo os principais destaques do discurso de Ozires Silva:

A magia da educação e a "herança maldita" do Brasil

A magia da transformação passa pela educação. Basta ver o que aconteceu com a China e a Coreia do Sul nas últimas décadas. Em 1988, eu, juntamente com outras personalidades mundiais da época, fomos chamados por Peter Druker, que havia sido contratado pelo governo chinês para criar um projeto de conquista do mercado mundial. Hoje vemos onde ela chegou. Isso mostra a importância de ter líderes, pois eles que guiarão as pessoas a fazerem algo em conjunto que resultará em um bem comum.

Aqui no Brasil não temos isso: o Governo Federal não tem e nunca teve um plano para mudar isso. Estamos criando uma verdadeira tragedia para o nosso futuro e para as gerações de nossos filhos. Sem dúvida nenhuma não chegaríamos onde chegamos [com a Embraer] sem educação. Inovação é fundamental. O problema é que o Brasil não está preparado para assumir os riscos de criar algo novo. Se não assumirmos isso, o futuro de nossos filhos estará em risco.

Nossos líderes não estão em Brasília

No passado, os líderes mudaram o mundo. E continuarão fazendo isso. Dai eu pergunto: onde estão os nossos líderes? Já esta provado que não estão em Brasília. O governo brasileiro não tem funcionado como um catalisador do sucesso da população, ele tem sido um atrito.

Os líderes são sempre necessários. Então, seja um deles: ao invés de esperar alguém, seja você a mudança. Precisamos confiar em nós mesmos.

A "triste" semelhança entre brasileiros e chineses

Os países emergentes estão encontrando seu caminho, hoje em dia produtos coreanos e chineses estão no mundo todo, mas nosso produto não. Não há produtos brasileiros nas ruas e cidades do mundo.

O Brasileiro é igual o chinês: o chinês só compra produto chinês; o brasileiro também. Oportunidades estão aí e precisam ser aproveitadas, mas sem marca e sem propriedade intelectual não vamos evoluir.

Vendemos barato, compramos caro; como fechar a conta?

O mundo está menor, cada vez mais globalizado, mas não estamos aproveitando as novas tecnologias que surgem. São raras as inovações no Brasil, e uma das razoes é a dificuldade de levantar capital de risco para aplicar e gerar valor, e não apenas aplicar para gerar retorno financeiro.

Os empreendedores precisam disso para ter sucesso. Mas infelizmente ainda somos uma terra de commodities. Estamos vendendo barato e comprando caro. No longo prazo, essa conta fecha

Embraer: do sonho de criança ao "dia de sorte"

Em 1945, quando tinha 14 anos, eu e o Zico [amigo de Ozires que ajudou a idealizar a Embraer, mas que morreu em 1955 em um acidente aéreo] frequentávamos o Aeroclube da minha cidade natal, Bauru. Nós discutíamos por que os aviões do aeroclube tinha que ser todos importados dos EUA. Em 1906 Santos Dumont deu seu primeiro voo, então por que 40 anos depois não tínhamos nossos próprios aviões?

Além disso, o Brasil sempre foi um país continental e estava em crescimento, o que criava a necessidade de mobilidade. Havia também sinais de globalização, ou seja, poderíamos fazer aviões no Brasil e vender em outros lugares.

Como não havia graduação em aeronáutica, entramos na FAB (Força Aérea Brasileira) via concurso em 1946. Em 1950, foi criado o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), onde poderíamos ter a base de estudo. Mas eu só consegui a bolsa para ser engenheiro em 1962. Me formei aos 32 anos. Agora que eu tenho a qualificação correta, não podia ficar de braço cruzado: no ano seguinte, montei uma equipe de engenheiros para colocar de pé a seguinte ideia: criar aviões que poderiam atender a demanda regional de voos.

Muitas cidades menores não tinham a infraesturtura para receber aviões muito grandes, e por isso essas cidades estavam perdendo serviço regular mesmo com o crescimento da economia do País como um todo. Nosso projeto era provar ser possível um avião pousar numa pista pequena.

Sofremos com a baixa credibilidade: o estrangeiro não queria colocar dinheiro nesse projeto, enquanto o governo rejeitou a ideia de uma sociedade mista e disse que algo desse porte tinha que ficar com a iniciativa privada. Até que surgiu o que eu gosto de chamar de "dia de sorte": era domingo, 20 de abril de 1969. Presidente da República [Artur da Costa e Silva] estava indo para Guaratinguetá e havia uma comitiva enorme para recebê-lo, mas por causa de uma neblina, ele teve que ir pra São José dos Campos.

Eu e minha equipe estávamos trabalhando naquele domingo. Então como não tinha ninguém lá par recebê-lo, eu tive que fazer isso sozinho. Era a minha chance de de fazer uma "lavagem cerebral"e convencê-lo a criar uma estatal de fabricante de aviões. E ele acreditou: em 19 de agosto de 1969, foi criada a Embraer.

Hoje, voamos em 90 países, e o curioso é que foi esse o número que "chutei" em 1969 quando o presidente me perguntou quantos países eu achava que teriam interesses em nossos aviões.

Ministério da Educação garante apoio a obras de expansão do ITA

FAB
Ten Jussara Peccini
26 de julho de 2016

Foto: FAB

Afirmação de Mendonça Filho foi feita em reunião com o Comandante da Aeronáutica nesta terça-feira (26).

O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou que a pasta deve continuar a apoiar o projeto de expansão do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), localizado em São José dos Campos (SP). A sinalização foi feita nesta terça-feira (25/07), em Brasília (DF), em reunião com o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.

Acompanharam o encontro o Comandante-Geral de Pessoal e Diretor-Geral de Ensino da Aeronáutica,Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, o Vice-Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, Major-Brigadeiro Engenheiro Fernando Cesar Pereira Santos, e o Reitor do ITA, professor Anderson Ribeiro Correia.

“Faremos todo o esforço, por parte do Ministério da Educação para que essa cooperação possibilite a conclusão das obras de ampliação e de reestruturação do ITA dentro do cronograma pré-estabelecido”, afirmou o ministro, destacando a importância da instituição para o ensino e a pesquisa do Brasil. Mendonça Filho também lembrou que as novas liberações financeiras devem ocorrer de acordo com autorizações do Ministério do Planejamento.

Para a conclusão das obras da primeira fase, que contempla o prédio de ciências fundamentais, com área de 36 mil m², prevista para novembro deste ano, é necessária a liberação de recursos financeiros. O projeto de expansão física do ITA totaliza 186 mil m² de área construída e outros 39 mil m² de área a ser reformada. As próximas etapas são a construção da biblioteca, do auditório e dos novos alojamentos para os alunos. A expansão permitirá que o ITA dobre o número de vagas oferecidas.

“É um projeto que vai muito além do Comando da Aeronáutica. É uma escola de excelência que traz muitas contribuições para a sociedade brasileira”, enfatizou o Comandante sobre a importância da expansão do ITA. A partir dela, o ITA já fortaleceu as parcerias com universidades públicas em todas as regiões do País e consolidou a dupla titulação dos alunos que fazem intercâmbio na França. Leia mais sobre o futuro do ITA aqui.


Outro ponto importante do projeto de expansão é a contratação de 143 professores e de 880 técnicos. A lei para criação dos novos cargos foi aprovada em dezembro de 2012, mas os novos concursos ainda não foram autorizados. De acordo com o ministro da Educação, o MEC deve ser um “parceiro importante” neste assunto “para que [a Aeronáutica] tenha as condições de recursos humanos e de orçamento para que atenda as necessidades e a sua missão constitucional e legal”.

Resultados - O Major-Brigadeiro Fernando apresentou o atual estágio das obras da primeira fase de expansão do ITA, as próximas etapas e números do instituto que demonstram qualidade do ensino e de investimentos em programas mantidos pelo MEC. “O Ciência Sem Fronteiras foi muito bem aproveitado. O ITA foi o instituto que mais enviou alunos para universidades de ponta”, afirmou o oficial-general.

Criado em 1950, o ITA oferece seis cursos de engenharia: aeroespacial, aeronáutica, civil-aeronáutica, computação, eletrônica e mecânica-aeronáutica. No último vestibular, registrou recorde de inscritos com um aumento de 59% de candidatos em relação a 2015.

Veja entrevista com o ministro da Educação:


Decreto cria Comissão Avaliadora de Ciência, Tecnologia e Inovação

Casa Civil
27 de julho de 2016





Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos



Institui a Comissão de Avaliação e de Acompanhamento de Projetos e Programas em Ciência, Tecnologia e Inovação.


O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de Presidente da República, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso VI, alínea “a”, da Constituição,

DECRETA:

Art. 1o Fica instituída a Comissão de Avaliação e de Acompanhamento de Projetos e Programas em Ciência, Tecnologia e Inovação, responsável por aferir a adequação e a pertinência de projetos e de programas nessas áreas, com a finalidade de articular as atividades do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações com as atividades de suas entidades vinculadas, para:

I - atender às demandas de competitividade e de inovação das políticas econômicas e sociais nacionais;

II - atender às demandas de tecnologia e de inovação destinadas à sociedade brasileira; e

III - ordenar novas práticas institucionais necessárias às dinâmicas de atendimento da condução desses projetos e programas.

Parágrafo único. A Comissão será presidida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, que estabelecerá a composição da Comissão, através de ato a ser editado pelo Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a qual contará com:

I - representantes do governo federal, a serem designados pelos respectivos órgãos e entidades; e

II - representantes das comunidades acadêmico-científica, de tecnologia e de inovação.

Art. 2o A participação na Comissão será considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada.

Art. 3o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 26 de julho de 2016; 195º da Independência e 128º da República.

MICHEL TEMER

Gilberto Kassab

Este texto não substitui o publicado no DOU de 27.7.2016

Fonte: Casa Civil

Mectron - Elbit Systems negocia com Odebrecht compra de ativos

DefesaNet
Nelson Düring
25 de julho de 2016

Sistemas de mísseis desenvolvidos pela Mectron
A empresa de tecnologia e defesa israelense Elbit Systems, fabricante de drones e sistemas eletrônicos, está em negociações com a Odebrecht Defesa e Tecnologia. A informação da Agência Bloomberg, divulgada no fim de semana, foi confirmada por DefesaNet, nesta segunda-feira (25JUL2016).


As negociações envolvem a empresa Mectron e os valores giram em torno de US$ 50 milhões, segundo a Bloomberg.. Os ativos em negociação fazem parte da Mectron, unidade da Odebrecht Defesa e Tecnologia que desenvolve e fabrica produtos e sistemas de alta tecnologia para defesa, tais como: mísseis ar-ar, terra-terra, sistemas eletrônicos de vigilância para atividades de segurança e aviônicos. Também está em desenvolvimento torpedo para a Marinha do Brasil.

Os campos de atividades da Mectron na atualidade, com alguns projetos são:

Missile House – A-Darter, MAA-1 e MAA-1B, Antirradiação (MAR), Antinavio Superfície (Mansup), Solo-solo (MSS-1);

Aeroespacial – Radar SCP1 (modernização do A-1);

Comunicação – Link BR2, RDS, e,

Sistemas de Defesa– Atuação como uma Softerhouse, vários projetos para o Prosub e incluindo o submarino com propulsão nuclear.

Para estes vários projetos há inúmeros parceiros tecnológicos estrangeiros, já ativos ou em prospecção, entre outros: Denel (África do Sul), Harris (EUA), MBDA (Europa), Rafael (Israel), Selex (Itália), Atlas Eletronik (Alemanha), Thales (França), Motorola (EUA) e Rosoboronexport (Rússia). 

A Odebrecht Defesa e Tecnologia iniciou negociações com várias empresas de defesa internacionais com o objetivo de uma parceira tecnológica para a Mectron. Porém as negociações não evoluíram em especial pelas condições de restrições orçamentárias que tornaram a área de defesa do Brasil desinteressante para as grandes empresas.

Em artigo Exclusivo DefesaNet, ODT - A Nova Mectron (Link), publicado em Outubro 2015, é detalhada a busca de um caminho que a administração da Odebrecht buscava naquela oportunidade, naquela oportunidade a busca de um parceiro tecnológico.

Porém, a contínua restrição orçamentária e a perspectiva de o encolhimento do mercado de defesa brasileiro levar vários anos a Odebrecht buscou de uma nova alternativa.

A Odebrecht visa manter a sua presença na área do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). Tanto as atividades de construção do submarino, como a da Base Naval de Itaguaí (RJ). Está em etapas variadas de construção o primeiro e segundo submarino baseados na Classe Scorpène, da empresa francesa DCNS. Dentro do PROSUB é planejada e contratada a construção de 4 submarinos com propulsão convencional diesel-elétrica e um com propulsão nuclear. 

Porém, não está claro quais atividades dos quatro principais campos de atuação da empresa MECTRON serão adquiridos pela ELBIT. Nem se está será controlada diretamente pela ELBIT Systems ou sua subsidiária AEL Sistemas, localizada em Porto Alegre (RS).

De interesse para a ELBIT são os sistemas relacionados ao caça Gripen NG, atualmente em desenvolvimento pela empresa sueca SAAB para a Força Aérea Brasileira. Também o importante sistema LINK-BR2 atualmente em desenvolvimento e que deverá ser integrado a todas as aeronaves da FAB.

Há dúvidas se a ELBIT queira incorporar os programas de mísseis da área de Missile House. Ao contrário do anunciado na nota da Bloomberg as maiores dificuldades com as empresas estrangeiras, não foi a situação do Grupo Odebrecht frente aos processos judiciais no Brasil, mas sim ao brusco encolhimento da Base de Defesa Brasileira

A ELBIT, que no ano passado obteve cerca de 11 por cento de suas receitas na América Latina. No Brasil tem fornecido sensores para o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), e a sua filial a AEL desenvolve o aviônico Painel de Grandes Dimensões para o futuro caça Gripen NG. 

Recentemente a Elbit Systems anunciou contrato de sistemas de segurança "Safe District" com o Uruguai por um valor de U$ 19 milhões. Não há informes sobre o cronograma de negociações entre a Odebrecht Defesa e Tecnologia e a Elbit Systems, nem o prazo para a sua conclusão.

Governo vai convocar o Conselho de Ciência e Tecnologia para discutir políticas públicas

MCTIC
26 de julho de 2016

Reunião no Palácio do Planalto discutiu a retomada do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.
Crédito: Ascom/MCTIC

Retomada do Conselho deve ocorrer no segundo semestre, informou ministro Gilberto Kassab após reunião no Palácio do Planalto com o presidente em exercício Michel Temer e a comunidade científica.O presidente da República em exercício, Michel Temer, e os ministros da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, e da Educação, Mendonça Filho, receberam nesta terça-feira (26), no Palácio do Planalto, representantes da comunidade científica para discutir a retomada das reuniões do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT).

"Tivemos uma reunião muito importante com expoentes da comunidade científica e ouvimos quais são as preocupações em relação ao futuro da pesquisa e da inovação no Brasil. Eles puderam se manifestar quanto aos compromissos que gostariam que o governo assumisse", relatou Kassab. "Além do mais, hoje ficou definido que o presidente vai convocar o CCT, que já existe, composto por diversos ministérios e representantes da sociedade, para debater políticas públicas e propostas no campo da ciência, tecnologia e inovação."

Segundo o ministro, Temer também assinou um decreto que institui uma comissão dentro da pasta para "fazer uma avaliação dos programas e dos recursos investidos na comunidade científica e nas instituições, para que a gente tenha uma eficiência maior no uso desses investimentos".

Estabelecido em 1996, o CCT é um órgão de assessoramento superior do presidente da República para a formulação e implementação da política nacional de desenvolvimento científico e tecnológico. Cabe à instância propor planos, metas e prioridades de governo, com especificações de instrumentos e recursos; efetuar avaliações relativas à execução da política; e opinar sobre propostas ou programas que possam causar impactos às diretrizes definidas.

Atualmente, o Conselho é composto por 13 membros do governo federal, oito representantes de produtores e usuários de ciência e tecnologia e seis de entidades de caráter nacional dos setores de ensino e pesquisa. Outras personalidades podem ser convocadas pelo presidente para participar das reuniões. Há possibilidade, ainda, de se constituir comissões temáticas setoriais e temporárias, com participantes estaduais e trabalhadores.

Diálogo

Após o encontro no Palácio do Planalto, Kassab iniciou, no MCTIC, a construção da pauta da reunião do CCT, prevista para o segundo semestre. "Quando reativarmos o Conselho, vamos estar sinalizando ciência e tecnologia como uma política pública efetiva", comentou o ministro. "Conversei com o presidente, e ele considerou adequados os pontos que apresentamos."

Para o curto prazo, Kassab e a comunidade científica veem como essenciais a apresentação de uma Medida Provisória para restaurar o texto original do Marco Legal (Lei n° 13.243/2016), a recuperação do orçamento do MCTIC e o descontingenciamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e do Fundo Social do Pré-Sal.

A Casa Civil da Presidência da República deve examinar os pontos definidos para a pauta do Conselho. O novo coordenador-geral da Secretaria do CCT, Cláudio Trinchão, ficará responsável pela interlocução com a comunidade científica. Já o secretário-executivo do MCTIC, Elton Zacarias, vai acompanhar os trabalhos da Casa Civil e instituir um grupo de trabalho para discutir uma minuta do decreto de regulamentação do Marco Legal, que passou por consulta pública de 9 de maio a 12 de junho.

Participaram das discussões os presidentes da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich; do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Hernan Chaimovich; do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Sergio Gargioni; do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Pedro Wongtschowski,; do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Roberto Curi; e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader; além do diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), Jorge Guimarães, do diretor-geral do CNPEM, Rogério Cerqueira Leite, e do matemático Jacob Palis.

Acompanham o ministro nas reuniões, os secretários de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Alvaro Prata, e de Política de Informática, Maximiliano Martinhão, o subsecretário de Coordenação das Unidades de Pesquisa, Paulo Pertusi, o diretor de Políticas e Programas Temáticos, Sávio Raeder, e o chefe da Assessoria de Acompanhamento e Avaliação das Atividades Finalísticas do ministério (Ascav), Luiz Fauth.

Após preços subirem 700%, TCU suspende licitação da Telebras

Folha de SP
Dimmi Amora
21 de julho de 2016

Foto: Thales Alenia Space

Uma licitação para compra de equipamentos da Telebras, estatal de telecomunicações, cujos preços aumentaram mais de 700% entre um ano e outro, foi suspensa pelo TCU (Tribunal de Contas da União) nesta quinta-feira (21).

De acordo com despacho do ministro Bruno Dantas, a compra de "elementos de comunicação na rede de banda larga em banda Ka a ser implementada com o Satélite Brasileiro Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas - SGDC" não deve ter seu contrato assinado com os vencedores da concorrência até que o tribunal analise os dados solicitados à estatal.

Na quarta-feira, o governo trocou o presidente do órgão, Jorge Bittar, ex-deputado pelo PT, por Antonio Loss, executivo do setor que já trabalhou na Oi.

O Brasil está construindo um satélite para fazer comunicações. Após o escândalo de espionagem americana sobre agentes públicos brasileiros, o governo decidiu fazer um satélite próprio com sua estatal, o que está sendo construído na França. O Brasil tem que construir aqui estações terrenas para gerenciar esse equipamento e a licitação era para comprar antenas para esse trabalho.

A suspeita do TCU, que agiu após denúncia de um dos concorrentes, é que o aumento de preço seria injustificado, a licitação teria sido vendida por empresa que não poderia participar da disputa e que tinha entre seus integrantes um ex-dirigente da própria estatal.

De acordo com os documentos apresentados pelo órgão de controle, a Telebras tentou fazer a compra desses equipamentos no ano passado. Três empresas disputaram dois lotes da concorrência.

A vencedora do primeiro lote, a Advantech, apresentou oferta de R$ 53 milhões. O lote dois teve como menor preço a oferta do Consórcio EMC, pelo valor de R$ 1,4 milhão. Os valores, ofertados em dezembro do ano passado, chegariam então a R$ 54,4 milhões.

De acordo com o TCU, as duas empresas teriam pedido renegociação dos valores após a disputa e não teriam assinado os contratos, o que fez a licitação de 2015 ser cancelada pela Telebras.

Uma nova disputa foi iniciada em junho deste ano e teve como concorrentes as mesmas três companhias. Mas, dessa vez, os valores ofertados foram muito superiores. No primeiro lote, o valor da menor oferta foi de R$ 86,4 milhões e no segundo, R$ 329,8 milhões. O valor total chega portanto a R$ 416,2 milhões, mais de sete vezes o valor inicial. Os dois foram vencidos pela EMC.

O TCU pediu para a Telebras explicar se houve e qual a necessidade para a mudança nos equipamentos num prazo de tempo tão pequeno.

Segundo a assessoria da Telebras, a empresa não foi notificada ainda do TCU, mas não há contrato assinado com a empresa que apresentou a menor oferta. 

Segue o Despacho do TCU, obtido pelo site Convergência Digital.