quinta-feira, 30 de junho de 2016

Espionagem americana ensinou Brasil a proteger seus dados

Jornal GGN
Luis Nassif
30 de junho de 2016



Diante de um contexto de espionagem internacional, tendo que lidar com a realidade da existência de um programa de vigilância global da agência de defesa nacional dos Estados Unidos, o governo brasileiro dá um passo importante para garantir a segurança de suas comunicações. Até o final do ano, o país deverá celebrar o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, o primeiro satélite público brasileiro.

Construído rigorosamente dentro do cronograma, o satélite será controlado pelo Brasil em estações localizadas em áreas militares, sob coordenação da Telebras e do Ministério da Defesa. O satélite garantirá segurança total nas transmissões de informações estratégicas.

Além disso, o SGDC também oferecerá serviços de banda larga nas regiões menos acessíveis às Forças Armadas. “O governo é o principal cliente, com prioridade para as áreas de grande alcance social, como educação e saúde, em regiões remotas aonde as fibras óticas não chegam”, explicou Jorge Bittar, presidente da Telebras.

O satélite está em fase final de testes e depois segue para o local de lançamento, no Centro Espacial de Kourou, na Guinana Francesa. Ele foi construído com recursos do governo federal, a um custo de R$ 2,5 bilhões.

“Por ser o primeiro tem um custo mais elevado. Nem lançamos o primeiro e já estamos realizando, por exemplo, estudos de espaços orbitais e do estado da arte de novas tecnologias junto aos principais fornecedores para os próximos, que terão custos, com certeza, menores. Trabalhamos com a perspectiva de uma constelação de satélites”, informou  Bittar.

Do Clube de Engenharia

Brasil celebra o primeiro satélite público brasileiro

O presidente da Telebras, Jorge Bittar, em entrevista ao Portal Clube de Engenharia confirma que até janeiro de 2017, “talvez já em dezembro de 2016, o país deverá celebrar com muita intensidade o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), primeiro satélite público brasileiro”. Além de ser o mais avançado, construído rigorosamente dentro do cronograma, o SGDC garante comunicação segura às organizações do governo, entre muitas outras conquistas.

Há muito que comemorar: o satélite garante a comunicação entre as organizações e entidades da administração pública federal e a segurança total nas transmissões de informações estratégicas. E o principal: seu controle será realizado no Brasil em estações localizadas em áreas militares, sob a coordenação da Telebras e do Ministério da Defesa.

Bittar dá forte ênfase aos objetivos do SGDC, esclarecendo que entre os principais está o de prestar serviços de banda larga nas regiões menos acessíveis às Forças Armadas, que será parceira na sua operação. “O governo é o principal cliente, com prioridade para as áreas de grande alcance social, como educação e saúde, em regiões remotas aonde as fibras óticas não chegam”, afirma.

Dentre as muitas razões que merecem ser comemoradas Bittar cita, ainda, a importância da Internet como vetor de desenvolvimento, com  grande alcance social e econômico; o conhecimento técnico que o SGDC traz no sentido de acelerar o programa espacial brasileiro; e os campos estratégicos que vêm sendo abertos para que as empresas brasileiras possam desenvolver tecnologia nacional.

Estágio final de testes

Foi dado o último passo antes do embarque para o local de lançamento, sob a responsabilidade da Arianespace, no Centro Espacial de Kourou, Guiana Francesa. O lançamento ocorrerá assim que forem encerrados os testes que atualmente estão sendo realizados na França pela empresa Thales Alenia Space, com acompanhamento da Telebras. 

Com recursos do governo federal,  a um custo global de 2,5 bilhões de reais, incluindo o lançamento, todo o desenvolvimento foi acompanhado pela Telebras, Forças Armadas, Agência Espacial Brasileira e pela Visiona. Empresa da Telebras em parceria com a Embraer, a Visiona foi criada para ser integradora de satélites brasileira e para participar do processo de transferência de tecnologia associado ao contrato com a Thales Alenia Space.

“Por ser o primeiro tem um custo mais elevado. Nem lançamos o primeiro e já estamos realizando, por exemplo, estudos de espaços orbitais e do estado da arte de novas tecnologias junto aos principais fornecedores para os próximos, que  terão custos, com certeza, menores. Trabalhamos com a perspectiva de uma constelação de satélites”, informa o presidente da Telebras.

Bandas Ka e X

Por meio da banda Ka, o SGDC terá capacidade para tramitar, simultameamente, 54 gigabits por segundo, sendo considerado pelo Governo Federal como prioritário para expandir o acesso à banda larga. Ao mesmo tempo, por meio da banda X, o satélite será utilizado para transmissões militares.

Com o lançamento poderão ser atendidos mais de dois mil municípios, com a oferta de serviços de acesso à internet em banda larga, em especial na região Norte do País. O SGDC também permitirá a interligação de diversos projetos estratégicos no campo da defesa, como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaaz) e o Sistema de Defesa Aérea (Sisdabra).

Quando for ao espaço, O SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. De lá, o satélite vai se comunicar com uma antena de 18 metros de altura, 13 metros de diâmetro e 42 toneladas, localizada em Brasília (DF) e uma segunda antena ficará no Rio de Janeiro (backup). Já instalados e em testes e treinamento das equipes de operação, o centro de controle de Brasília fica em área da Aeronáutica, próxima ao aeroporto e o do Rio, em área da Marinha, na Ilha do Governador.

Cinco HUB's de telecom, chamados "gateways", estarão em Brasília, Rio, Florianópolis, Campo Grande(MS) e Salvador. O projeto é fruto da parceria entre os ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação. A expectativa, após um período de ajustes, é que permaneça ativo por um período de quinze anos.
Veja como funciona o satélite:


Governo garante que não há cortes de bolsas

Agência CT&I
29 de junho de 2016



A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informa que não há cortes de bolsas. O posicionamento se fez necessário após uma reportagem publicada na Folha de São Paulo apontar que quatro bolsistas de doutorado no exterior não tiveram as bolsas renovadas. Atualmente, a Capes mantém 13.737 bolsistas no exterior nas diversas modalidades. Desses, 11.810 são do programa Ciência sem Fronteiras e 1.927 dos Programas Tradicionais. Ao todo, a Capes possui 2.057 bolsistas de Doutorado Pleno.

De acordo com a nota oficial, existem dois procedimentos no âmbito do Doutorado Pleno previstos em regulamento, no que diz respeito à duração da bolsa: renovação – refere-se a novo período de concessão, condicionado a análise de mérito; e prorrogação – tempo de permanência no exterior autorizado pela Capes para além do período descrito na Carta de Concessão, mediante mérito acadêmico e parecer da instituição onde será realizada a pós-graduação.

“Em 2016, 715 bolsistas submeteram pedidos de renovação de bolsa. Deste universo, apenas 22 (3%) não obtiveram a recomendação de renovação da bolsa pelos consultores e entraram com pedido de reconsideração. Seis tiveram sua renovação aprovada e outros 15 encontram-se em análise de mérito, tendo sido mantida a negativa de apenas um candidato, até o momento”, informa a agência ligada ao Ministério da Educação (MEC).

A Capes informa que serão revistos alguns procedimentos que podem ter causado estranheza aos bolsistas. A agência também está em contato com a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), que mantém assento no Conselho Superior da entidade, para explicar que não existem “medidas autoritárias” na condução dos programas de bolsas no exterior.

Leia aqui a íntegra da nota da Capes.

DCTA: 9° Simpósio de Segurança de voo

DCTA
30 de junho de 2016




Estão abertas as inscrições para o 9º Simpósio de Segurança de Voo – SSV 2016. O evento promovido pelo Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV) acontecerá de 30 agosto a 1º de setembro no auditório do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), localizado no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). As vagas são limitadas e os interessados têm até o dia 22 de agosto para efetuar a inscrição.

O objetivo do evento é difundir os aspectos da segurança de voo na execução das atividades de pesquisa, desenvolvimento, certificação e qualificação de novos produtos aeronáuticos, além de estreitar o relacionamento entre órgãos governamentais, empresas e organizações da área aeronáutica e de defesa.

Os interessados devem acessar a página http://www.ipev.cta.br/ssv, utilizando o atalho “Inscrição” no site. Para obter mais informações sobre o Simpósio, acesse a homepage ou curta a fanpage no Facebook.

Acordos com Alemanha apoiam mudanças climáticas e zona costeira do Brasil

Agência CT&I
30 de junho de 2016



O Ministério do Meio Ambiente (MMA) assinou nesta semana dois acordos com a Alemanha, que garantirão 15 milhões de euros (R$ 55 milhões) para medidas voltadas às mudanças climáticas e a gestão da zona costeira do Brasil. Os recursos serão doados pelo Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) da Alemanha e financiarão o projeto de Proteção e Gestão Integrada da Biodiversidade Marinha e Costeira (TerraMar) e o Programa Planos Setoriais.

Os projetos durarão cinco anos e incentivarão o desenvolvimento ambiental, econômico e social do país. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, o investimento manterá o destaque brasileiro perante os demais países na agenda ambiental. “O Brasil alcançou o protagonismo, em especial no que diz respeito à mudança do clima, por conta da nossa política ambiental”, declarou.

Em relação à mudança climática, o Programa Planos Setoriais destinará 9 milhões de euros para gestão do conhecimento e para ações de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em setores como energia e combate ao desmatamento na Amazônia. O programa também permitirá a elaboração de um registro nacional de emissões e sumidouros de carbono. A intenção é ajudar o Brasil no cumprimento da meta de redução de emissões assumida no contexto do Acordo de Paris, firmado no fim de 2015 entre mais de 190 países.

Já o projeto TerraMar garantirá 6 milhões de euros para o planejamento ambiental e territorial e para a gestão integrada da zona marinha e costeira. As ações serão executadas na Área de Preservação Ambiental (APA) Costa dos Corais, em Pernambuco e Alagoas, e no Banco de Abrolhos, na Bahia e no Espírito Santo. “O projeto completará nosso trabalho voltado para a biodiversidade”, analisou o embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann.

(Agência Gestão CT&I, com informações do MMA)

30/06/2016 – Previsão de risco geo-hidrológico

Cemaden
30 de junho de 2016

O Centro Nacional de Alertas de Desastres Naturais está publicando em seu site boletins diários sobre risco geo-hidrológico. 




30/06/2016 – Previsão de risco geo-hidrológico
Previsão de riscos geo-hidrológicos para as próximas 24 horas – quinta-feira (30/06/2016)

Nesta quinta-feira (30/06/2016), o cenário de risco de eventos de inundação e/ou movimentos de massa para as regiões do Brasil é apresentado a seguir:

Região Nordeste: Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco.
A previsão meteorológica indica ocorrência de chuva com fraca intensidade junto a região costeira dos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco, com maior ênfase sobre Salvador e região metropolitana. Apesar da alta vulnerabilidade dos centros urbanos da região destacada, caracterizadas pela ocupação densa, inclusive em encostas e áreas próximas à calha de rios/córregos urbanos de municípios costeiros, é BAIXA a possibilidade de abertura de alertas de risco geo-hidrológicos.

Formulário de Ocorrências de Desastres Naturais
Gostaria de contribuir, registrando ocorrência de eventos de caráter geodinâmico (movimento de massa) e/ou hidrológico (inundação e/ou enxurrada), no seu município?  Sua informação é bem-vinda,  mesmo  ocorrências  pequenas são de extrema importância para avaliar a qualidade dos alertas emitidos pelo CEMADEN.

Por gentileza, preencha o breve questionário no link abaixo: http://www.cemaden.gov.br/ocorrencias/index.php

quarta-feira, 29 de junho de 2016

INPE publica nomes do concurso para o CPTEC

Redação SindCT
29 de junho de 2016



Segue publicação do Diário Oficial da União (DOU) de hoje, 29/06, com os nomes por ordem de classificação dos candidatos aos cargos destinados ao CPTEC. 

De acordo com o diretor do INPE, Leonel Perondi, "tratam-se de 10 vagas do concurso INPE-2014, cuja homologação, nomeação e posse foram retardadas por força de decisão judicial relativa a mandado de segurança, impetrado por candidato ainda em 2014".

Esse assunto teve bastante repercussão à época. Aqui o link de toda negociação que aconteceu.

Todos as informações do concurso estão na página do INPE.

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INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS
EDITAL Nº 12, DE 24 DE JUNHO DE 2016
RESULTADO FINAL DO CONCURSO PÚBLICO

O DIRETOR DO INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS - INPE, no uso de suas atribuições, de acordo com o disposto na Portaria MCTI nº 64, de 27 de fevereiro de 2014, publicada no Diário Oficial da União em 28 de fevereiro de 2014, atendendo ao Edital nº 02/2014, de 06 de março de 2014, publicado no Diário Oficial da União em 07 de março de 2014 e tendo em vista a sentença proferida no Mandado de Segurança, Processo nº 0003842-02.2014.403.6103, torna público e homologa o resultado final, exclusivamente para o cargo de código TJ01, do Concurso realizado pelo INPE, para provimento de vagas em cargos efetivos de Tecnologista Júnior, da Carreira de Desenvolvimento Tecnológico, para lotação no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Resultado por ordem de classificação e nota final, conforme a seguir:
CÓDIGO DO CARGO: TJ01
LOCALIDADE DE TRABALHO: Cachoeira Paulista.
ESPECIALIDADE: Operações Meteorológicas. Processamento de Dados Meteorológicos.


Classificação Nome Nota Final 
ANDRE LUCIO DE OLIVEIRA NEVES (*) 105,30 
DEMERVAL SOARES MOREIRA 145,50 
CARLOS RENATO DE SOUZA 137,90 
EDUARDO BATISTA DE MORAES BARBOSA 136,90 
HELIO CAMARGO JUNIOR 129,80 
ROGÉRIO DA SILVA BATISTA 127,00 
JOSÉ ALBERTO DA SILVA FERREIRA 123,75 
BIANCA ANTUNES DE SOUZA 123,30 
ALEX DE ALMEIDA FERNANDES 123,15 
10º JULIANA APARECIDA ANOCHI 121,95 
11º AURELIENNE APARECIDA SOUZA JORGE 118,72 
12º LUCIANA MARIA DE CASTRO MIRA 115,50 
13º VENIZE ASSUNÇÃO TEIXEIRA 113,80 
14º FERNANDO PEREIRA DE OLIVEIRA 113,30 
15º MARCO AURÉLIO LINS GOMES 111,25 
16º FELIPE ODORIZI DE MELLO 110,05 
17º MAYSA HELENA BARBOSA 108,10 
18º ALIANA PAULA DOS REIS MACIEL 107,70 
19º RODRIGO DE OLIVEIRA BRAZ 107,05 
20º MARCOS BANIK DE PÁDUA 106,55 
21º JULIANO RAPHAEL SIMÕES DE SOUZA 105,85 
22º RODRIGO ANTONIO VARGA 102,55 
23º DIEGO JOSÉ CHAGAS 96,65 
24º DENNIS ANTONIO SILVEIRA LIMA 88,10 
25º RODRIGO GRUER CANHETE 87,40 
26º FELIPE FERREIRA ALEXANDRE 83,95 
27º JOÃO MARCOS DA SILVA SCARAMAL 80,65 
28º PAULO HENRIQUE DINIZ DIAS 78,73 
29º DIOGO VIEIRA DOS SANTOS 77,95 
30º ANA CAROLINA DA ENCARNAÇÃO PAIVA 72,50 
31º VANDERLEI ROCHA DE VARGAS JUNIOR 69,80 
32º MIKE CORREA NEVES 67,95 
33º IRANI INÁCIO CORDEIRO DE PÁDUA 67,30 
34º ELÍDIO XAVIER GUIMARÃES 60,65 
35º MARILIA DE ABREU GREGORIO 60,05 
36º RAFAEL FERREIRA 54,30 
37º TIAGO SANTOS BUZATO 46,20 

(*) Portador de necessidades especiais, nomeado por meio da Portaria nº 354, de 27 de abril de 2016, publicada no Diário Oficial da União de 29 de abril de 2016, em razão da decisão proferida no Mandado de Segurança, Processo nº 003842-02.2014.403.6103, em 16 de dezembro de 2015.
LEONEL FERNANDO PERONDI
Diretor

Fonte: Pág. 11. Seção 3. Diário Oficial da União (DOU) de 29 de Junho de 2016

Ministro visita o Impa e elogia resultados práticos no ensino e difusão da matemática

MCTIC
28 de junho de 2016

Gilberto Kassab se encontrou com pesquisadores do Impa -  Crédito: Ascom/MCTIC
Para Gilberto Kassab, os resultados obtidos pelo Impa são importantes para apoiar novos projetos, entre eles, a inclusão do quarto e do quinto ano do ensino fundamental na Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas.

Em visita ao Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro (RJ), o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, elogiou os resultados práticos na melhora do ensino e na divulgação da matemática em todo o país. "Os resultados práticos obtidos pelo Impa são importantes fatores para apoiar novos projetos", afirmou Kassab, ao fim da reunião na sede do Impa.

Entre os projetos em discussão, está a inclusão do quarto e do quinto anos do ensino fundamental na Olimpíada Brasileira de Matemáticas das Escolas Públicas (Obmep), que mobilizou, em 2016, 17,8 milhões de estudantes de 99,59% dos municípios do país.

O Impa também se prepara para sediar a Olimpíada Internacional de Matemática, no Rio de Janeiro, em 2017, e o Congresso Internacional de Matemáticos, em 2018. Os dois eventos compõem o que a instituição classifica como Biênio da Matemática. 

Organização social vinculada ao MCTIC, o instituto é dirigido pelo matemático Marcelo Viana, agraciado em junho deste ano com o Grande Prêmio Científico Louis D., concedido pela primeira vez à matemática e a um pesquisador brasileiro, pela Academia de Ciências da França.

Bolsista brasileira vence prêmio de melhor tese de doutorado da América Latina

Capes, via Agência CT&I
28 de junho de 2016



A bolsista de doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Marcia Regina Santiago Scarpin, teve sua tese premiada como melhor trabalho da América Latina e Caribe. A condecoração ocorreu durante a 27ª “Annual Production and Operations Management Society (POMS) Conference”, evento realizado em Orlando, nos Estados Unidos.

A conferência anual do POMS é uma das mais importantes na gestão de operações e reúne pesquisadores de todo o mundo, que tem a oportunidade de apresentar suas pesquisas atuais e projetos futuros. Neste ano, foram mais de 1.500 resumos e artigos, com a participação de mais de 2000 pesquisadores da área, de 49 países diferentes.

“Este é um evento em que os melhores e mais importantes pesquisadores participam, então você consegue criar uma importante rede internacional”, afirmou Marcia. “Este é um importante fato, uma vez que minha pesquisa ganha corpo e poderá seguir para publicações de alto impacto no exterior”, ressaltou.

Marcia conclui em abril o doutorado em Gestão de Operações e Competitividade pela Fundação Getúlio Vagas (FGV-EAESP). Na tese da bolsista, intitulada “Operational Capabilities’ Typology: An Evolution from Operational Practices”, a estudante precisou demonstrar evidências de que sua pesquisa tem valor e contribuição para o campo relacionado à Gestão de Operações.

“Apesar de o Brasil estar passando por uma recessão econômica, existem recursos no ambiente interno da firma capazes de explicar parte da ineficiência operacional das empresas brasileiras. Ainda hoje, nós encontramos desperdícios e pouco gerenciamento operacional em nossas empresas”, comentou. “As práticas operacionais podem auxiliar neste sentido, pois quando implementadas e monitoradas corretamente elas podem auxiliar no aumento da produtividade.”

Uma comissão avaliou e julgou as melhores teses por região. As economias emergentes são agrupadas em três regiões: África, Ásia e Pacífico, e América Latina e Caribe.

UE estimula intercâmbio e presença de pesquisadores estrangeiros no Brasil

Agência CT&I
29 de junho de 2016



Grande parte dos pesquisadores brasileiros vê na mobilidade e estadia na Europa uma oportunidade de crescimento intelectual, pessoal e de suas pesquisas. Mas o que poucos sabem é que esse intercâmbio pode ser tão ou mais enriquecedor quando o país de destino é a sua própria casa.

Pensando em estimular o intercâmbio entre o Brasil e os 28 países da União Europeia (UE), e mais 15 países associados, o programa Marie Sklodowska Curie Actions (MSCA) decidiu oferecer uma linha especial de apoio e estímulo à formação e ao estreitamento da rede de relacionamento científico mundial: o Global Fellowships.

Voltado ao fomento da excelência científica, com foco especial aos pesquisadores iniciantes, doutores e pós-doutores, o MSCA é um programa de financiamento da União Europeia que se enquadra no universo do Horizonte 2020, que tem como prioridade o fomento ao avanço de pesquisas e ideias através de uma abordagem aberta que objetive o desenvolvimento da ciência e da tecnologia em nível mundial.

Por meio do Global Fellowships, as instituições de ensino e pesquisa localizadas fora da Europa ou que não estejam em países associados à UE, como o Brasil, podem convidar pesquisadores europeus ou de países associados ao bloco econômico, representados por suas instituições de pesquisa acadêmicas e não acadêmicas, a realizar um intercâmbio científico aqui. A linha de apoio cobre apenas bolsas para doutores e pós-doutores.

Uma vez no Brasil, esses pesquisadores desenvolverão projetos, aprofundarão pesquisas e compartilharão seus conhecimentos com pesquisadores brasileiros, estreitando, assim, as redes de relacionamento e a troca de conhecimento e experiências da ciência global. A iniciativa de apoio prevê que o pesquisador estrangeiro realize eventos que promovam a divulgação científica e a formação de uma rede de contato com os pesquisadores nacionais.

O financiamento dura de 24 a 36 meses, sendo 12 ou 24 meses de dedicação do pesquisador estrangeiro a atividades na instituição anfitriã, no caso a brasileira, seguidos por mais 12 meses na instituição de origem, seja ela localizada na União Europeia ou em países associados de origem.

O pesquisador estrangeiro recebe uma bolsa mensal para custear seus gastos no país de destino. Já os recursos necessários para a implementação de ações em divulgação científica no centro de pesquisa anfitrião são destinados à instituição de origem do pesquisador. Caberá a ela a cobertura de tais custos.

De 2007 a 2013, o programa de apoio à formação dos pesquisadores financiou a ida de 159 pesquisadores brasileiros para diversos países afim de ampliar sua formação profissional contando. No entanto, apenas seis pesquisadores europeus foram recepcionados pelo Brasil.

“As universidades e instituições de pesquisa daqui deveriam chamar mais recursos humanos da Europa para atuar no País. Os benefícios desse intercâmbio são múltiplos, desde a troca de experiências e conhecimento, até a intensificação da rede de contato e colaborativa, bem como a realização de atividades de divulgação científica dentro de suas instituições de ensino e pesquisa”, ressalta Elisa Natola, assessora para a Cooperação Internacional Brasil-União Europeia do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Elisa Natola.

Os poucos pesquisadores que vivenciaram o intercâmbio científico financiado pelo MSCA Fellowships vieram da Itália, Portugal, Espanha, Reino Unido e França. Aos brasileiros interessados em convocar pesquisadores da Europa ou de países associados à UE para uma estadia acadêmica no Brasil, o MSCA está com inscrições abertas para o edital Global Fellowships deste ano, até o dia 14 de setembro.

Após o contato informal entre pesquisadores, caberá ao cientista estrangeiro, junto a sua instituição de origem, apresentar um projeto identificando a instituição acadêmica ou não acadêmica de interesse para o intercâmbio no Brasil. Está prevista uma nova oferta de apoio da União Europeia nesta linha do MSCA Global Fellowships em 2017.

Além dos 28 países que integram a União Europeia, há ainda mais 15 associados que também podem ser convidados para o intercâmbio intelectual. Na lista estão Albânia, Bósnia Herzegovina, Ilhas Faroe, Macedônia, Geórgia, Islândia, Israel, Moldávia, Montenegro, Noruega, Sérvia, Suíça, Turquia, Tunísia e Ucrânia.

Mais informações estão disponíveis neste link.

(Agência Gestão CT&I, com informações do Confap)

Foguete Longa Marcha 7 foi lançado com sucesso na China

CASC, via AEB
28 de junho de 2016

Agência Espacial chinesa

A China lançou com sucesso o foguete Longa Marcha 7, que pesa 600 toneladas no último sábado (25.06). O teste foi na ilha de Hainan, no Centro de Lançamento de Wenchang que é a quarta região de lançamentos da China.

A carga útil do veículo de lançamento, incluindo o estágio superior YZ-1A e seis cargas diferentes, separou do foguete 603 segundos depois da decolagem, e entrou em uma órbita oval com um perigeu de 200 km e um apogeu de 394 km.

O Longa Marcha 7 é um veículo de médio porte em que é utilizado combustível líquido amigável, ou seja, oxigênio líquido e querosene, que pode transportar até 13,5 toneladas a órbita baixa da Terra. LM-7 é um lançador de dois estágios e sua decolagem em massa é de 597 toneladas.

O objetivo da missão foi verificar o design e desempenho do novo veículo de lançamento, avaliar a capacidade de execução da missão em Wenchang, além de verificar a coordenação e a compatibilidade dos sistemas relacionados com o projeto.

O satélite sino-brasileiro CBERS-4, que foi lançado em dezembro de 2015, chegou a óbita pelo foguete chinês Longa Marcha 4B, da mesma família do LM-7. Composto de três estágios que utilizam combustível líquido (hidrazina e N2O4 como oxidante), o tempo total de voo até a injeção do CBERS em órbita foi de 12,5 minutos.

O LM-7 é um veículo de lançamento desenvolvido pela China Academia de Lançamento Tecnologia Veículo (CALT), subordinado à China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC).

Wenchang Satellite Launch Center vai ser usado para lançar satélites, naves espaciais de baixa e média órbita da terra, grandes estações espaciais e sondas de espaço profundo. Nos próximos anos, a sonda lunar Chang’e-5 e módulos da estação espacial da China também será lançado a partir de lá.

Brasília é a primeira cidade a receber programa Globe da Nasa

MCTIC
28 de junho de 2016

Representantes da AEB e do Programa Globe. Foto: Valdivino Junior/AEB
A Capital Federal foi a primeira cidade brasileira a receber o Globe, programa mundial de educação ambiental da Nasa que permite a professores e alunos participarem da coleta de dados e do processo científico para melhor compreender o meio ambiente e os sistemas de nosso planeta.

Uma parceria entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Norte Americana (Nasa) garantiu ao Brasil o desenvolvimento do programa que teve como primeira iniciativa a realização do Workshop Globe do Brasil. As atividades iniciaram-se na manhã de segunda-feira (27.06), na sede da AEB, e se encerram na quarta-feira (29.06).

Na abertura do workshop os participantes receberam as boas vindas via teleconferência do diretor de implementação do Globe, Tony Murphy. Ele destacou a importância do programa no mundo e a satisfação de implementá-lo no Brasil.

O programa Globe está capacitando 60 professores das escolas de ensino médio e fundamental da Secretaria de Educação do Distrito Federal, e esses serão responsáveis em passar os conhecimentos a novos professores. Implementado esse mês, em Brasília, o Globe chegará a todas as unidades da Federação.

Capacitação – “Os professores capacitados irão utilizar os protocolos da Nasa, na coleta de dados atmosféricos e hidrológicos, bem como a inserção desses dados na plataforma mundial de dados ambientais disponibilizados pela agência norte-americana”, afirmou a coordenadora nacional do Globe, na Argentina, Marta Kingsland.

Professores da Secretária de Educação do DF. Foto: Valdivino Junior/AEB

A coordenadora ressaltou a relevância da primeira oficina do Globe no Brasil, especialmente em Brasília, que aparece como exemplo de qualidade de vida e modernidade. O programa de aprendizado e observações para os benefícios da terra tem como visão manter e melhorar o ambiente da Terra, a nível local, regional e mundial. Tem ainda como missão promover o ensino e a aprendizagem da ciência, melhorar a educação, a gestão ambiental, assim como promover as descobertas científicas.

A bióloga peruana, Claudia Cecilia Caro Vera, apresentou aos professores de forma interativa as quatro mensagens do programa Globe. Por meio de um vídeo ela ministrou uma aula motivacional em que os participantes de uma forma intuitiva responderam as quatro mensagens do programa. São elas: qualquer pessoa pode ser cientista, querer aprender melhor, gerar informação e partilhar as informações.

Acordo -Segundo o presidente da AEB, José Raimundo Coelho, o acordo foi discutido com a Nasa durante três anos, e é muito importante para o Brasil. “Temos aqui o programa AEB-Escola, mas o da Nasa é mais abrangente, pois explica o sistema Globo da Terra. “Hoje não se faz nada sem utilizar o espaço, por isso a importância de manter um espaço de paz”, disse o presidente.

“Temos que trabalhar com as pessoas que cuidam do espaço. As crianças são nosso foco especial. A área espacial tem sua simbologia e desperta o interesse dos jovens. Além de formar recursos humanos, é fundamental que as pessoas saibam a importância da Terra”, afirmou o presidente que já foi professor de ciências, na Secretaria de Educação do DF.

As atividades do Globe continuam nesta terça-feira (28.06), no Parque da Água Mineral, em Brasília, com trabalho de campo, usando GPS e bússola. Durante todo o dia serão levantados dados sobre temperatura, umidade, precipitação, nuvens e coberturas, macro invertebrados, entre outros. Os dados da pesquisa no Brasil serão inseridos no site do Globe.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Fusão de ministérios divide opiniões na Comissão de Ciência e Tecnologia

Agência Senado
28 de junho de 2016

Pedro França / Agência Senado
As consequências da fusão dos Ministérios de Comunicações e Ciência e Tecnologia dividiram opiniões durante audiência pública realizada nesta terça-feira (28) pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). Se, por um lado, a união pode ser proveitosa pelo fato de os dois temas serem afins, por outro pode prejudicar o desenvolvimento de políticas públicas no fomento à diversidade e à pluralidade e na garantia da comunicação como direito fundamental, demonstraram os debatedores.

Bia Barbosa, secretária-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), disse recear que a postura do governo Michel Temer, com a extinção de pastas ligadas aos direitos humanos e minorias, reflita a não compreensão da comunicação como um direito fundamental, papel primordial do Estado, em sua visão.

O temor da FNDC, assim como o de entidades como a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), é de que o novo ministério tenha apenas um papel de vigia a partir do que o mercado pode fazer, e não intervenha e promova a pluralidade, o que parece não ser considerado tão relevante para a atual gestão como a universalização da banda larga, opinou. Até mesmo esta agenda, tomada como prioridade pelo ministro Gilberto Kassab, corre risco se for deixada apenas na mão do mercado, salientou.

— Temos 40% da sociedade que não têm acesso à internet, e, se não houver um papel do Estado em fomentar esse acesso, inclusive com políticas públicas em que seja responsabilizado por levá-lo até a ponta, vamos continuar a ter cidadãos que têm acesso e outros que nunca vão entender e poder usufruir dessas tecnologias, inclusive entendendo a internet como espaço de exercício da liberdade de expressão, de acesso ao conhecimento, à informação e à cultura da população — alertou.

Ela citou como exemplo da não primazia de temas ligados a segmentos historicamente excluídos da sociedade o atraso na publicação de dois editais para a outorga de rádios comunitárias em comunidades tradicionais e educativas. Enquanto isso, 32 deputados e oito senadores são beneficiários de concessões de rádio, mesmo havendo impedimento na Constituição, observou. Há uma ação no Supremo Tribunal Federal para cassar essas autorizações, revelou ainda.

Continuidade

Por outro lado, os representantes das emissoras de rádio e televisão foram mais positivos com relação à fusão. Na opinião de Luis Cláudio Costa, da Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), o menor dos problemas é como fica a estrutura com o fim de um ministério, mas sim a redução orçamentária.

- Se a gente vai ter um ministério exclusivo ou um fundido é menos importante, isso é mais um elemento da divisão de lados que temos vivido no país. Temos que nos preocupar é com a continuidade dos projetos, das prioridades, que não podem ser interrompidos — declarou.

Entre essas prioridades, ele citou o desligamento da TV analógica, previsto para outubro em Brasília, e a migração das rádios AM, cuja frequência deixará de existir, para FM. Daniel Slaviero, da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), lembrou ainda que a fusão responde aos anseios da sociedade pela redução da máquina pública e da busca por eficiência. E afirmou que ciência, tecnologia, comunicação, banda larga e evolução digital são convergentes e podem dar certo em uma pasta só.

Para Leonardo Euler, chefe da Assessoria Técnica da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a integração dos ministérios não sinaliza que as comunicações deixaram de ser relevantes nas políticas públicas. Ele acredita que pode ser preservado o legado e ampliado o espaço das telecomunicações na agenda da política pública. Leonardo também se posicionou sobre a possibilidade de a Anatel receber parte das funções do agora extinto MC relativas à radiodifusão:

— A Anatel esta preparada para o desempenho das suas atuais funções, contando com quadro técnico qualificado, competente e presente em todas as capitais do Brasil. Se for decidido assumir questões operacionais sobre outorga de radiodifusão, teremos que discutir um aporte de capital humano e recursos orçamentários.

O presidente da comissão, senador Lasier Martins (PDT-RS), informou que o novo ministro da Pasta, Gilberto Kassab, será convidado mais uma vez a falar sobre o tema, desta vez na perspectiva da comunicação. Ele já esteve no Senado para debater as consequências da junção para a C&T. Esta é a terceira audiência sobre o tema.

CPI da Anatel

Questionado pelo senador Helio José (PMDB-DF) sobre um possível papel de “advocacia” das empresas de telecomunicações exercido pela Anatel — especialmente no episódio de tentativa de modificação na cobrança da internet banda larga, há alguns meses — Leonardo Euler refutou a tese de que a Anatel se comporte como um sindicato das operadoras e elogiou o corpo técnico da instituição. Mas o senador considerou essencial a instalação de uma CPI para investigar irregularidades e separar o “joio do trigo”.

— Queremos saber do senhor João Rezende e de alguns diretores da Anatel o comportamento transverso com relação ao canal aberto de TV, a banda larga e a péssima telefonia móvel que temos no país — disse.

Serviços

Durante os debates, o senador Dario Berger (PMDB-SC) julgou o setor público como sendo o “grande problema do Brasil”, com serviços de péssima qualidade e atrasados tecnologicamente. Também disse que a redução da estrutura, proposta pelo governo Michel Temer, é excelente, se não for apenas “jogo de cena” para atender aos anseios da imprensa.

Já o senador Pedro Chaves (PSC-MS) considerou não haver incompatibilidade entre os dois ministérios, se disse favorável à união e previu que o Executivo não vai impor contingenciamento de recursos.

Cemaden realizará cerimônia de comemoração de 5 anos no próximo dia 1º de julho

Cemaden
27 de junho de 2016


crédito Giba/Ascom-MCTIC

O evento ocorrerá no Parque Tecnológico, em São José dos Campos e contará com a presença do ministro Gilberto Kassab, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, além de autoridades institucionais e acadêmicas de diversas instituições do país.

Um breve balanço do histórico, perspectivas e desafios associados ao desenvolvimento de pesquisas, monitoramento e alertas de desastres naturais, são alguns pontos a serem apresentados na cerimônia de comemoração do aniversário de 5 anos do Centro Nacional de Monitoramento, Alertas e Desastres Naturais (Cemaden),  no próximo dia 1º de julho,  a partir das 10 horas, no auditório do Parque Tecnológico de São José dos Campos, SP.

A cerimônia contará com a presença do ministro Gilberto Kassab, da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, ministério em que o Cemaden está vinculado.

Durante o evento, dois renomados cientistas serão homenageados: o pesquisador, climatologista e ex-diretor do Cemaden, Carlos Nobre, criador e principal executor do projeto científico de implantação do Centro, e o ex-ministro Antonio Raupp, atual diretor do Parque Tecnológico de São José dos Campos, cujo apoio e parceria foi fundamental para a implantação da sede da instituição dentro do parque tecnológico.

A programação inclui visita à Sala de Situação do Cemaden, onde são desenvolvidas,  24 horas por dia, as atividades de monitoramento e emissão de alertas de riscos de desastres naturais para os 957 municípios de todo o território nacional, para os quais as áreas de risco de desastres encontram-se atualmente mapeadas e georeferenciadas.

Na cerimônia,  também,  será apresentado oficialmente o novo portal do Cemaden, que inclui informações institucionais atualizadas, a descrição dos projetos e programas que estão sendo desenvolvidos, o lançamento do boletim diário de previsão de risco geo-hidrológico, além de uma evolução do “mapa interativo” que permite a obtenção, de forma pública e gratuita, dos dados de precipitação derivados da rede de pluviômetros automáticos e radares, implantada nestes 5 anos pelo Cemaden.

O novo portal do Cemaden (www.cemaden.gov.br) inclui, além das informações institucionais, os relatórios (de Monitoramento do Sistema Cantareira; das Secas no Semiárido e Impactos; de Previsão e Cenários dos Reservatórios de Geração Hidrelétrica; de Previsão Climática Sazonal), bem como os diversos projetos em desenvolvimento  pelo Cemaden  (Monitoramento para Prevenção de Deslizamentos; Gestão Integrada de Riscos (Gides); Pluviômetros nas Comunidades; Cemaden Educação, entre outros).

Criação e estrutura do Cemaden

Criado em 1º de julho de 2011, pelo Decreto Presidencial nº 7.513, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, adota uma estrutura técnico-científica especializada, desenvolvendo capacidade científica, tecnológica e de inovação para continuamente aperfeiçoar os alertas de desastres naturais. O objetivo principal da Instituição é realizar o monitoramento e emitir alertas de desastres naturais que subsidiem salvaguardar vidas e diminuir a vulnerabilidade social, ambiental e econômica decorrente desses eventos.

Os alertas de desastres são enviados para o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) do Ministério de Integração Nacional, que os retransmite para os órgãos estaduais e municipais de Defesa Civil. Desde dezembro de 2011, o Cemaden já emitiu mais de 5,5 mil alertas de desastres naturais.

Para subsidiar sua missão, o Centro implementou uma rede observacional,  composta por cerca de 6 mil equipamentos técnico-científicos, parte dos quais ainda serão instalados em municípios brasileiros considerados prioritários para o monitoramento realizado pelo Cemaden. Além da própria rede observacional, o Centro recebe dados, em tempo real, de diversas instituições parceiras de todo o território nacional.

Atualmente, o quadro de pessoal do Cemaden é formado por cerca de 220 servidores e colaboradores, de diferentes áreas do conhecimento, que atuam nas áreas de operação, de engenharia, de tecnologia da informação, de pesquisas, de administração e de articulação institucional.

(Fonte: Assessoria de Comunicação do Cemaden- Maria Rosário Orquiza – (12) 3205-0215 –  e-mail: assessoriadeimprensa@cemaden.gov.br)

Grupo protesta durante visita de ministro em Natal

G1
28 de junho de 2016

Kassab não respondeu aos manifestantes, mas reconheceu que o Nordeste recebe poucos projetos (Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
Ministro Gilberto Kassab participou de seminário na capital potiguar.Manifestantes criticaram a união de ministérios e o governo Temer.

Um grupo de manifestantes protestou durante a visita do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na manhã desta segunda-feira (27) em Natal. Foi durante a participação dele no seminário Motores do Desenvolvimento, realizado no auditório da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern). 

Com faixas e cartazes, os manifestantes criticaram a união do Ministério da Ciência e Tecnologia com o Ministério da Comunicação, além de também protestarem contra o governo do presidente interino Michel Temer.

Kassab não respondeu aos manifestantes, mas reconheceu que o Nordeste recebe poucos projetos e investimentos em parques tecnológicos, por exemplo.

Programas de pesquisa de 22 países são opção em tempos de crise

Agência CT&I
27 de junho de 2016



Estudar no exterior é um sonho de muitos brasileiros. A oportunidade dá inúmeros benefícios para quem passa por essa experiência. Em tempos de crise nos programas de bolsas de pesquisa no Brasil, uma das opções é procurar bolsas de estudo no exterior.

De acordo com um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 22 países selecionam estrangeiros para programas de bolsas de graduação, especialização, mestrado ou doutrado. Na maioria dos países as aulas iniciam em agosto ou setembro.

Para o gerente-executivo de desenvolvimento empresarial do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Eduardo Fayet, a vivência em uma instituição fora do Brasil diferencia o profissional. "Temos cada vez mais concorrência internacional e empresas brasileiras multinacionais que precisam de trabalhadores com diferentes visões de mercado. Estudar em outro país traz conhecimentos e competências que proporcionam a habilidade de enxergar as situações a partir de outras perspectivas e a capacidade de resolver questões de maneira mais rápida.”

Se você pretende pleitear uma bolsa no exterior, fique atento aos prazos, às exigências e se planeje. Veja na lista os 22 países que oferecem bolsas integrais ou parciais e escolha o que mais te agrada.

Europa

A Alemanha oferece diversas bolsas de estudo para quem deseja cursar uma pós-graduação no país. O programa Development-Related Postgraduate Courses, conduzido pelo Deutscher Akademischer Austauschdienst (DAAD), custeia de forma integral ou parcial cursos nas áreas de engenharia, economia, saúde pública, medicina veterinária, administração, planejamento urbano, dentre outras.

No programa VLIR-UOS Scholarships, estudantes brasileiros podem se candidatar a uma bolsa de mestrado em uma instituição de ensino na Bélgica. As bolsas de estudo são integrais e são divididas em dois tipos: Programa de Treinamento, que cobre alojamento, seguro, viagens internacionais e taxa de matrícula, e o Programa de Mestrado, que oferece subsídio para alojamento, salário-família, seguros, viagens internacionais e taxa de matrícula.

A Dinamarca financia bolsas para os cursos de graduação e de pós. Os estudantes internacionais precisam apresentar exames de proficiência em inglês e terão aulas intensivas para aprender dinamarquês. Acompanhe as ofertas de cursos pelo site http://studyindenmark.dk/.

A Fundação Carolina oferece bolsas para cursos rápidos e pós-graduação (especialização, mestrado e doutorado) na Espanha. Em 2015, foram oferecidas mais de 540 bolsas. Para esse ano, serão distribuídas 607 bolsas, a chamada tem um total de 196 programas acadêmicos distribuídos em todas as regiões da Espanha. E, pela primeira vez, integra um programa de doutorado com a Universidade de Havana, para além dos mais de 110 acordos que a instituição assinou com a América Latina.

O programa de dois anos da Universidade de Vaasa, Finlândia, recebe 20 estudantes estrangeiros por ano para o mestrado em gestão intercultural e comunicação. O curso ensina como as identidades culturais são formadas e como elas estruturam a sociedade atualmente. Não há mensalidade, mas o estudante tem que pagar uma taxa de 142 euros por ano para a União dos Estudantes. 

Se o seu objetivo é estudar na França, conheça a Universidade Science Po, em Paris, que oferece bolsas de estudo pelo programa Emily-Boutmy Scholarship para estudantes internacionais que pretendam cursar graduação ou mestrado.

A Nuffic Neso Brazil oferece bolsas de estudo para brasileiros interessados em estudar na Holanda, por meio do programa Orange Tulip Scholarship (OTS). É necessário ter excelência acadêmica. As oportunidades são para os programas de graduação e pós-graduação (MBA e mestrado) nas áreas de negócios, comunicação, design, direito, finanças, ciências sociais, ciências da saúde, ciências naturais, T.I, engenharia, turismo e indústria criativa. O valor da bolsa pode chegar a 32,5 mil euros (107,5 mil reais) e o valor da ajuda de custo, até 24 mil euros (79,3 mil reais).

Já a faculdade de artes Uversity, da Irlanda, procura brasileiros de destaque interessados em cursar seu mestrado em Processo Criativo. O valor do mestrado é de 20 mil euros, mas a instituição oferece bolsas parciais e integrais para alunos brasileiros de destaque.

O Ministério das Relações Exteriores da Itália é responsável pela emissão de bolsas de estudo na Itália. Um dos principais requerimentos é ter proficiência no idioma do país. Brasileiros podem concorrer se forem estudantes da língua e da cultura italiana e pesquisadores em centros, laboratórios, bibliotecas, arquivos e museus italianos.

Todas as universidades públicas da Noruega são gratuitas, e o estudante deve apenas pagar uma taxa semestral de 30 a 60 euros. Há várias opções de cursos em inglês no país: só de pós-graduação são mais de 200. Mais informações em www.nokut.no/en/

As bolsas Chevening são para estudar em universidades do Reino Unido, por iniciativa do governo britânico. A última edição do programa (para 2014/2015) teve a oferta de 600 bolsas de estudo. A próxima seleção (para 2016/2017) deve começar em agosto. Não há área específica. Entre as instituições participantes estão as universidades de Cambridge, Oxford, Exeter, Durham, entre outras. O valor da bolsa é de 13 mil libras esterlinas (60,39 mil reais).

Na Suíça o State Secretariat for Education, Research and Innovation (Seri) é o órgão do governo que oferece bolsas de estudos exclusivas para brasileiros: doutorado, pós-doutorado e pesquisa. Mais informações neste link

Ásia e Oceania

O governo chinês, através da Embaixada da República Popular da China no Brasil, disponibiliza anualmente bolsas integrais para estudos de graduação, pós-graduação ou especialização. 

O programa Korean Government Scholarship oferece bolsas de estudo a alunos internacionais que tenham menos de 40 anos e que desejam cursar pós-graduação na Coreia do Sul. Antes do início do mestrado ou do doutorado, os alunos têm um ano de aulas de coreano.

O governo de Taiwan oferece bolsas de estudo para estrangeiros em programas de graduação e de pós das universidades locais que participam do programa. Os estrangeiros devem comprovar proficiência em inglês e em chinês (a partir do nível básico).

Há muitas bolsas de estudo por mérito, concessões e subsídios, que podem ajudar a apoiá-lo financeiramente em seus estudos na Austrália. Eles são oferecidos pelo governo australiano, instituições educacionais e várias outras organizações públicas e particulares. Todos os pedidos de bolsas de estudos são feitos diretamente à organização que as oferece. Clique aqui para mais informações.

Na Nova Zelândia o programa New Zealand Scholarships oferece bolsas de estudo para candidatos interessados em cursar mestrado ou doutorado. No caso dos brasileiros, os benefícios são focados nas áreas de desenvolvimento da agricultura e energia renovável.

O governo japonês, por meio do Ministério da Educação, Cultura, Esporte, Ciência e Tecnologia (Mext), oferece seis tipos de bolsas de estudo para brasileiros em universidades japonesas. As inscrições para as bolsas de pesquisa, graduação, escola técnica e cursos de educação profissional ocorrem anualmente entre os meses de abril e junho, e as de Treinamento de Professores e Cultura e Língua Japonesa, no mês de janeiro e fevereiro.

Estudantes internacionais pedem financiamento para seus estudos em pós-graduação e pós-doutorado para o governo da Malásia dentro do programa de bolsas MIS. É dada preferência a candidatos com notas de excelência, fluência em inglês e nas áreas de biotecnologia e biossegurança, meio ambiente e tecnologia da informação e comunicação, entre outras.

América do Norte

O programa de bolsas internacionais Scholarships for non-Canadians disponibiliza uma série de ofertas para candidatos brasileiros interessados em fazer pós-graduação ou desenvolver pesquisas no Canadá. Outra alternativa é o Emerging Leaders in America Program, que oferece a alunos e pesquisadores oportunidades de intercâmbio de curta duração para estudo ou pesquisa – graduação e pós-graduação.

Já a Fullbright Brasil oferece bolsas de estudo para as Community Colleges nos Estados Unidos. São financiados cursos técnicos de nível superior e de pós-graduação, para doutorados-sanduíche e doutorados em ciência, tecnologia, engenharia, além de roteiristas de produção cinematográfica, entre outros. Há ainda programas para professores e pesquisadores.

No México a Fundación Beca oferece oportunidades para candidatos da América Latina realizarem estudos de pós-graduação no exterior. São concedidas bolsas parciais e integrais.

(Agência Gestão CT&I, com informações da EBC)