sexta-feira, 29 de abril de 2016

Autorizadas nomeações para AGU, Polícia Federal, Inmetro e Agência Espacial Brasileira

MPOG
29 de abril de 2016

H. Kugler
O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) autorizou a Advocacia-Geral da União (AGU), o Departamento da Polícia Federal (DPF), o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) a realizarem nomeações, asseguradas pela aprovação em concursos públicos. No total, serão preenchidos 299 cargos, conforme portarias publicadas no Diário Oficial desta sexta-feira (29).

Para a AGU, a Portaria nº 137 autoriza a nomeação de seis candidatos aprovados no concurso público de 2014, para provimento nos cargos do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE). São cinco vagas de analista técnico-administrativo e uma vaga de técnico em Comunicação Social.

As nomeações para a Polícia Federal autorizadas na Portaria nº 138 determinam o ingresso de 204 candidatos aprovados em concurso público autorizado pelo MP em 2013, para o cargo de agente administrativo. Essas contratações exigem como contrapartida a substituição, em igual número, de trabalhadores terceirizados em desacordo com a legislação.

A Portaria nº 139 autoriza o preenchimento de 45 vagas no quadro de pessoal do Inmetro. São duas vagas no cargo de especialista em Metrologia e Qualidade Sênior, 11 no cargo de analista Executivo em Metrologia e Qualidade, quatro no cargo de pesquisador-tecnologista em Metrologia e Qualidade, nove no cargo de técnico em Metrologia e Qualidade e 19 no de assistente Executivo em Metrologia e Qualidade. Os novos convocados foram aprovados em concurso autorizado para o órgão em 2014.

Já a Portaria nº 141 diz respeito à autorização para a convocação de 44 aprovados na AEB, também referente a concurso autorizado em 2014. O órgão poderá chamar 17 candidatos aprovados para o cargo de tecnologista, 19 para o cargo de analista em Ciência e Tecnologia e oito para o cargo de assistente em Ciência e Tecnologia.

A consulta às remunerações para os cargos previstos pode ser feita na Tabela de Remuneração dos Servidores.

Lançamento do satélite indiano IRNSS-1G

Embaixada da Índia
29 de abril de 2016



O Veículo de Lançamento para Satélite Polar PSLV C33 da India lançou o satélite IRNSS-1G pesando 1,425 kg. O Primeiro Ministro, Sr. Narendra Modi dedicou o satélite IRNSS-1G à nação como NavIC (Navegação de Constelação Indiana). Ele agradeceu a comunidade espacial da Índia por tornar o país orgulhoso com essas realizações que ajudaram a melhorar a vida do homem comum. 

IRNSS é um sistema de navegação por satélite regional independente projetado para fornecer informações de posição a território indiano e 1.500 km ao redor do continente indiano. IRNSS oferece dois tipos de serviços, nomeadamente, Serviços de Posicionamento Global (GPS) – fornecidos a todos os usuários e Serviços Restritos (RS) – prestados aos usuários autorizados.

Veja esse vídeo interessante do Canal Space Today



Radares meteorológicos da Aeronáutica são desligados em cinco estados

EBC
Sabrina Craide
29 de abril de 2016



O Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (Sisceab) desligou, há duas semanas, cinco radares meteorológicos, localizados em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Segundo o órgão, a medida foi tomada devido a restrições orçamentárias.

O Sisceab diz que os radares são ferramentas complementares para a captação de informações meteorológicas e não são utilizados para o controle de tráfego aéreo. “Além dos radares meteorológicos que continuam em operação, o Sisceab tem outras fontes de informação para previsões climáticas, como imagens de satélite e estações meteorológicas de superfície”, informou, em nota, o órgão, vinculado ao Comando da Aeronáutica.

Os radares nunca haviam sido desativados, exceto para manutenção de rotina. Atualmente, existem 23 radares meteorológicos no país.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), os radares não são essenciais para a aviação comercial, que trabalha com outras fontes de informação sobre meteorologia. Além disso, as aeronaves comerciais têm recursos de meteorologia e radares embarcados. A medida poderá ter mais impacto para aeronaves menores, que não têm os mesmos recursos tecnológicos.

Incerteza política afeta segmento de defesa e segurança, diz Embraer

Valor Econômico
João José Oliveira
29 de abril de 2016

Divulgação/Embraer
SÃO PAULO - A Embraer descarta interromper contratos com o governo brasileiro por causa da crise fiscal no país e do impasse político, mas admite que a incerteza da administração pública afeta os cenários do segmento de Defesa e Segurança.

“Não vemos interrupção de contratos. Obviamente tivemos ajustes, que vão impactar mais no primeiro trimestre, mas não vemos interrupção de programas”, disse o diretor-presidente da Embraer, Frederico Curado, durante teleconferência de resultados nesta sexta-feira com analistas.

O executivo disse esperar que o impasse provocado pela discussão do impedimento ou não da presidente seja resolvido para que a economia possa voltar a ser estimulada pelos investimentos privados, não apenas na aviação mas em todo ramo de atividades produtivas.

No primeiro trimestre, a receita da Embraer em Defesa e Segurança cresceu 20,3% ante igual período de 2015, para R$ 739,4 milhões. As outras áreas de negócios, aviação comercial e aviação executiva, cresceram mais: respectivamente, 42,7% e 214%.

Entre os programas com o governo brasileiro, a Embraer tem o Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC), cuja integração está sob responsabilidade da Visiona Tecnologia Espacial, continua com o seu cronograma, bem como todas as entregas contratuais, aderente ao planejado.

A plataforma do satélite encontra-se na câmara termo vácuo para teste ambiental, as duas antenas de 13 metros foram instaladas em Brasília e Rio de Janeiro e o sistema de solo está em fase final de instalação e validação em Brasília.

A unidade Visiona lançou o serviço de fornecimento e análise de imagens de satélites, por meio de uma constelação de 22 satélites, com o objetivo de desenvolver grandes projetos de sensoriamento remoto no Brasil e países vizinhos. Em 2016, a unidade já celebrou seis contratos.

No programa KC-390, a segunda aeronave protótipo saiu da linha de montagem e iniciou a campanha de ensaios em solo, com o primeiro voo programado para o segundo trimestre de 2016.

Delta
Curado considerou “atípica” a disputa, vencida pela canadense Bombardier, por uma encomenda feita pela Delta Air Lines para substituir a frota de velhos aviões McDonnell Douglas MD-90 e MD-88, que atendem rotas regionais.

A Delta é a segunda maior companhia aérea dos Estados Unidos.

“Não quero de forma alguma diminuir essa campanha. Mas quero dizer que fomos bastante agressivos. Foi uma campanha atípica. Algo influenciou a decisão”, disse o executivo da Embraer

A Bombardier anunciou ontem a maior venda já feita para a Delta, de 75 jatos CSeries 100, com opção de entregar mais 50 — dos quais os pedidos podem ser trocados para CSeries 300. O negócio pode chegar a US$ 5,6 bilhões.

“Mas quero dizer que continuamos bastante competitivos nesse mercado com a família E-Jets E2”, afirmou Curado.

Capacidade de produção
A Embraer considera que a capacidade instalada da empresa e a estrutura de fornecedores estão equipadas para atender um eventual aumento de encomendas no segmento de jatos comerciais.

Quando questionado por um analista sobre o fato de a empresa ter apontado ano passado que estaria trabalhando com cerca de 80% da capacidade instalada, Curado disse que a cadeia de suprimentos não é um gargalo.

O executivo afirmou que a empresa também tem capacidade para adicionar "slots" na produção de fábrica e atender aumento de demanda também em 2017.

Considerando-se todas as entregas, bem como os pedidos firmes obtidos durante o período, a carteira de pedidos firmes a entregar (“backlog”) da Embraer registrou US$ 21,9 bilhões ao fim de março, comparada aos US$ 22,5 bilhões alcançados em dezembro de 2015, bem como aos US$ 20,4 bilhões alcançados no primeiro trimestre de 2015.

A carteira de pedidos da Embraer soma 1.704 pedidos firmes em carteira de jatos comerciais, mais 653 opções. Desse total, 1.212 já foram entregues, restando 492 pedidos firmes em carteira

O executivo disse que os modelos seguem competitivos, destacando os mercados asiático e africano.

“Não vejo mudanças na dinâmica de mercado”, disse o executivo, quando perguntado sobre a conjuntura em que as fabricantes de aviões no mundo estão com longas listas de pedidos.

Projeções
A fabricante conta com um aumento de entregas de aeronaves de maior valor nos próximos trimestres para cumprir a meta de fechar o ano com uma margem de lucro antes de juros e impostos (margem Ebit) entre 8% e 8,5%, apontou Curado.

Entre janeiro e março, a Embraer apurou margem Ebit de 6,4%, ante 7,5% um ano antes e 3,1% no último trimestre de 2015.

Segundo a companhia, o mix de modelos de aeronaves em 2016 será semelhante para os E-Jets E175 no segmento de aviação comercial, em comparação a 2015, porém com um número maior de entregas.

No segmento de aviação executiva, a Embraer estima que em 2016 ocorra um número maior de entregas, com um mix mais favorável de jatos grandes, levando a uma melhoria da rentabilidade nesse segmento.

E na Defesa e Segurança, a empresa projeta que uma potencial menor volatilidade na taxa de câmbio do real frente ao dólar, neste ano, deve reduzir as revisões de base de custos, contribuindo para aumentar a rentabilidade.

Como resultado, em 2016 a empresa espera confirmar a margem Ebit consolidada de 8% a 8,5% (de US$ 480 milhões a US$ 545 milhões) e margem Ebitda de 13,3% a 13,7% (de US$ 800 milhões a US$ 870 milhões).

A Embraer reafirmou a previsão de entregar, neste ano, de 105 a 110 jatos comerciais, de 75 a 85 jatos executivos leves e de 40 a 50 jatos executivos grandes — incluindo, no último caso, o Legacy 500 e o Legacy 450.

A fabricante brasileira de aviões entregou 21 aeronaves comerciais e 23 jatos executivos no primeiro trimestre deste ano, 5% e 92% a mais frente a 12 meses antes, respectivamente.

O executivo da Embraer disse que vê com confiança a capacidade de a empresa cumprir as previsões de entregas e de margens em 2016.

Ainda segundo as projeções divulgadas pela Embraer — no começo de março e reafirmadas hoje — as receitas totais neste ano devem somar entre US$ 6 bilhões e US$ 6,4 bilhões.

No segmento de aviação comercial, as receitas devem totalizar de US$ 3,45 bilhões a US$ 3,65 bilhões no ano, enquanto no ramo executivo o montante deve ficar entre US$ 1,75 bilhão e US$ 1,90 bilhão.

Na área de defesa e segurança, as projeções vão de US$ 700 milhões a US$ 750 milhões, enquanto outros segmentos devem entregar receita de US$ 100 milhões.

Japão anuncia perda de satélite de US$ 300 milhões

Olhar Digital
29 de abril de 2016



A agência espacial japonesa JAXA anunciou ontem o encerramento das operações do satélite de raios X ASTRO H, conhecido também como Hitomi. No final de março, a JAXA perdeu contato com o satélite de US$ 300 milhões, e estava desde então averiguando o incidente.

Segundo a agência, dois painéis solares do satélite foram separados do restante dele, o que torna impossível reestabelecer suas funções. Por isso, os esforços para recuperar o Hitomi serão interrompidos, e foco das investigações futuras da equipe será a análise das causas que levaram à perda do satélite.

O Hitomi havia sido desenhado para estudar fenômenos de alta energia, como clusters galáticos e buracos negros. Para isso, ele dispunha de um calorímetro de raios X de altíssima precisão, que foi desenvolvido ao longo de três décadas e três iterações. O custo de reconstrução do calorímetro seria de cerca de US$ 50 milhões, e o processo levaria de três a cinco anos.

Erro de engenharia

De acordo com a Nature, a perda do Hitomi pode ser atribuída a um erro de engenharia que deu início a uma série de problemas. O sistema de orientação do satélite, responsável por mantê-lo virado na direção correta, sofria interferência ao passar sobre uma região da América do Sul conhecida por emitir níveis elevados de radiação (chamada de Anomalia do Atlântico Sul).

A falha no sistema de orientação levaram o satélite a utilizar outro sistema na hora de realizar uma rotação pré-programada: um conjunto de giroscópios. No entanto, os giroscópios também estavam funcionando de maneira errada, o que fez com que o Hitomi girasse na direção errada.

O satélite ainda tentou corrigir a rotação, mas como seus sistemas de orientação estavam com problemas, ela girou cada vez mais rapido até perder o controle. A velocidade da rotação fez com que os painéis solares se quebrassem e voassem para longe, impedindo sua restauração.

A agência espacial japonesa comunicou "o mais profundo pesar" pela perda do Hitomi e desculpou-se com todos os seus parceiros internacionais (que incluem a NASA) e a todos os pesquisadores que pretendiam usar os dados coletados pelo satélite em seus estudos.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Nasa encontra satélite no planeta anão Makemake

Revista Encontro
28 de abril de 2016

Representação artística mostra como seria o planeta Makemake com seu satélite natural (foto: NASA/ESA/Z. Levay (STScI)/Divulgação)
A lua tem 160 km de diâmetro e acompanha o movimento de seu 'planeta'

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) acaba de divulgar novas imagens do planeta anão Makemake, que fica perto de Plutão, e é formado inteiramente por gelo. Ele possui um diâmetro de 1,4 mil km e, segundo mostra o telescópio espacial Hubble, possui um satélite natural com 160 km de diâmetro.

"O planeta Makemake pertence à classe de corpos celestes raros e, portanto, descobrir seu satélite é um evento bastante importante. Ele nos oferece a possibilidade de estudar Makemake de forma mais detalhada, que não seria possível se o planeta não tivesse o satélite", diz Alex Parker, do Instituto de Pesquisa Sudoeste, que pertence à Nasa e fica em Boulder, nos Estados Unidos.

Os astrônomos estão observando, há anos, os planetas anões localizados fora da órbita de Netuno. O Makemake pertence a essa classe de planetas e fica a 52 unidades astronômicas do nosso planeta – o que equivale à distância média entre a Terra e o Sol.

O planeta anão foi descoberto em 2005 pelo astrônomo americano Michael Brown, e recebeu o nome Makemake em homenagem ao deus da fertilidade da mitologia dos rapa nui, antigos habitantes da Ilha de Páscoa. A análise da superfície congelada do planeta mostrou que ela é feita de água, amônia e metano, sendo muito parecida com a de Plutão.

Após os cientistas Michael Brown e Harold Weaver terem descoberto quatro pequenos satélites ligados a Plutão (Styx, Kerberos, Hydra e Nix), no final do ano 2000, já se esperava que Makemake também tivesse suas luas. A hipótese foi confirmada, agora, pelo Hubble.

O satélite de Makemake gira em torno dele numa órbita bem próxima. De acordo com Alex Parker, os astrônomos já tinham visto o MK2 (nome científico da lua), mas consideraram que pudesse ser manchas escuras e frias na superfície do planeta anão.

Pentágono: SpaceX lançará satélite GPS 3

Sputnik
28 de abril de 2016

Подробности
A empresa privada ganhou a licitação para lançamento de um satélite militar, divulgou a Sputnik citando o comunicado do Pentágono.

A empresa privada SpaceX ganhou o concurso para lançamento do satélite GPS 3, segundo um comunicado do Pentágono ao qual a Sputnik teve acesso.

De acordo com a Reuters, o foguete SpaceX deverá transportar para a órbita o primeiro satélite GPS da nova geração em maio de 2018. O custo do contrato entre a empresa do bilionário famoso Elon Musk e a Força Aérea dos EUA (USAF na sigla em inglês) atingiu 82,7 milhões de dólares.

Mais cedo informava-se que a nova (terceira) geração de satélites tipo GPS ficou muito modernizado, o prazo de funcionamento deste aumentou para 15 anos e o seu sinal é mais poderoso e o aparelho é protegido de interferência externa.

Mais cedo semelhantes satélites foram lançados exclusivamente pelo empreendimento conjunto United Launch Alliance, criada pelas empresas Lockheed Martin e Boeing.
A mesma empresa informou na quarta-feira (27) que pretende lançar a nave espacial para Marte em 2018.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Ministra recebe lista tríplice com nomes de candidatos ao cargo de diretor do Inpe

MCTI
27 de abril de 2016 - 15:53
Atualizado - 17:02



A ministra em exercício da Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Ribeiro, recebeu nesta quarta-feira (27) a lista tríplice com os nomes dos candidatos ao cargo de diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe/MCTI). O documento foi entregue pelo presidente do Comitê de Busca, Marco Antonio Raupp, ex-ministro da pasta e atualmente diretor-geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP).

Nos próximos dias, os indicados serão convocados para uma entrevista com a titular do MCTI. "Esses três indicados serão entrevistados, pois o ministério está ampliando a relação com os institutos", afirmou Emília Ribeiro.

O processo seletivo foi feito por meio do comitê de especialistas que recebeu e avaliou as inscrições dos interessados. Esse sistema foi instituído pelo ministério para os cargos de direção de suas unidades de pesquisa, conforme a Portaria 73/2016.
"A comissão foi unânime nessa escolha. Ocupar esse cargo requer uma amplitude maior de atuação profissional", ressaltou Marco Antonio Raupp.

Participaram do processo seletivo os seguintes candidatos: Cesar Celeste Ghizoni, Clézio Marcos de Nardin, Haroldo Campos Velho, Hélio Takai, José Henrique de Souza Damiani, Leonel Fernando Perondi, Ricardo Magnus Osório Galvão e Thelma Krug.

Finep lança Chamada Pública de R$ 30 milhões para apoio a ICTs

Finep
26 de abril de 2016



A Finep acaba de lançar Chamada Pública no valor de R$ 30 milhões para apoio a projetos relevantes e prioritários, em diversas áreas, de ICTs para manutenção e consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A ideia é prover condições mínimas para o desenvolvimento das atividades estratégicas de pesquisa científica e tecnológica do país.

A Chamada se caracteriza como um Programa de Fluxo Contínuo destinado à seleção de projetos que venham a ser aprovados no ano de 2016, respeitada a disponibilidade orçamentária. Após a divulgação deste Edital, serão realizadas avaliações mensais de propostas por um Comitê de Seleção.

O valor total solicitado à Finep em cada proposta deverá ser, no máximo, de R$ 1 milhão. Esse montante poderá ser ampliado ou reduzido a critério da financiadora. Os valores concedidos poderão ser utilizados em até 24 meses, a contar da celebração do instrumento contratual.

As propostas devem ser encaminhadas à Finep, em formato pdf, para a caixa postal da Chamada (cp_apoioinstitucional2016@finep.gov.br), após o preenchimento do Formulário de Pré-projeto.  

Primeiro lançamento espacial na nova base russa de Vostochny é adiado

EFE/Terra
27 de abril de 2016



O primeiro lançamento espacial da nova base de Vostochny, na Rússia, previsto para esta quarta-feira, foi adiado por pelo menos 24 horas devido a problemas técnicos, informou a televisão russa.

O presidente do país, Vladimir Putin, que se dirigiu até Vostochny, que fica no extremo leste da Rússia, para assistir ao início das operações na base, e permanecerá nas novas instalações até que sejam esclarecidas as causas dos problemas, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

O lançamento foi abortado de maneira automática quando faltavam poucos minutos para iniciar os motores do foguete, um Soyuz-2.1a, conforme detalhou a Roscosmos, a agência espacial russa.

O lançamento serviria para colocar em órbita a sonda Aist-2D e o satélite de pesquisa Lomonosov, desenvolvidos para estudar as camadas exteriores da atmosfera, além do microsatélite SamSat-218D.

"Acredito que os problemas poderão ser solucionados em 24 horas", disse à imprensa o diretor da Roscosmos, Igor Komarov.

A base de Vostochny é considerada a mais moderna do mundo e foi construída para aumentar a carga de lançamentos suportada pelo cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, e garantir a independência da Rússia no cumprimento de seu programa espacial.

A nova base, que se encontra na região leste de Amur, perto da fronteira com a China, será a plataforma de lançamento dos diferentes módulos do novo programa lunar russo, cujo objetivo é alcançar o satélite da Terra em 2029.

Ao contrário das bases tradicionais, a torre de controle não está situada sob a terra, mas na superfície, devidamente protegida e muito perto da rampa de lançamento.

Inicialmente, a inauguração de Vostochny estava prevista para o final do ano passado, mas foi adiada devido a atrasos nas obras, que estiveram envolvidas em um escândalo de desvio de recursos públicos que levou a vários processos na Justiça.

Militares são capacitados para trabalhar com satélite geoestacionário

AEB
Thamy Ribeiro
27 de abril de 2016

Valdivino Júnior/CCS/AEB
Em cerimônia na manhã desta terça-feira (26.04), na sede da Agência Espacial Brasileira (AEB), o presidente José Raimundo Braga entregou a 24 militares da Força Aérea, Exército e Marinha do Brasil os certificados do Curso de Elevação de Nível em Sistemas Espaciais. A capacitação buscou qualificar especialistas para trabalhar no desenvolvimento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

“Elevar a instrução na área espacial ao mais alto nível é de extrema importância”, afirmou o professor José Raimundo, lembrando também de um antigo professor universitário que sempre dizia aos seus alunos: “Quando tiver dúvida no que investir, invista em educação”. 

Segundo declarou o coronel aviador Hélcio Vieira Júnior o sucesso do curso gerou a necessidade de repetir a capacitação, “seria perfeito realizar esse curso a cada dois anos e integrar a participação de mais universidades para melhor abrangência da área espacial no país”. 

Ministrado em 2015 no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), o curso teve como responsável o professor major Elói Fonseca.

A capacitação foi realizada em conjunto com o ITA e o INPE a pedido da AEB, e teve como propósito preparar os participantes para a transferência de tecnologia do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) desenvolvido pela empresa francesa Thales Alenia Space (TAS) em parceria com o governo brasileiro. A expectativa é que o SGDC seja colocado em órbita no início de 2017.

De acordo com o capitão de comunicações do Exército, Sérgio Augusto Fujita, o curso envolveu também quem não trabalha especificamente com a área de engenharia espacial. “Eu tenho experiência pelo Exército em manutenção de aeronaves e guerra eletrônica, após o treinamento com a Thales o trabalho será voltado para o setor de defesa cibernética e manutenção dos equipamentos”, ressaltou Fujita.



O 1º tenente do quadro de oficiais engenheiros, Carlos Eduardo Xavier da Silva, explicou que o curso ofereceu uma visão ampla e complexa sobre a construção de um satélite. “O Brasil é pioneiro em um acordo de transferência de tecnologia com a Thales, acredito que conseguiremos superar o conhecimento necessário para concluir o SGDC”.

Após a entrega dos certificados o coordenador da Diretoria de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento, Jean Batana, apresentou a estrutura e os programas desenvolvidos pela Agência. Para finalizar o evento foi apresentado um vídeo institucional mostrando a história da AEB e como o Brasil iniciou suas atividades no setor espacial.

Editais financiarão workshops para pesquisadores do Brasil e do Reino Unido

AEB
27 de abril de 2016



O Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), em conjunto com o Conselho Britânico, abriu duas chamadas públicas destinadas a financiar cursos para pesquisadores do Brasil e do Reino Unido em diferentes áreas do conhecimento. Os editais vão apoiar a realização de workshops para desenvolvimento de habilidades em comunicação científica e pesquisa. Os interessados tem até 27 de junho para se inscreverem.

O objetivo da primeira chamada pública é capacitar pesquisadores brasileiros a publicar artigos em língua inglesa para melhorar a internacionalização da pesquisa nacional. Os pesquisadores recrutados para participar dos workshops deverão ser estudantes de doutorado, pós-doc ou professores em início de carreira (com até 10 anos de formação). Os candidatos devem submeter uma proposta para que sua instituição seja sede de um curso para treinar no mínimo 20 cientistas em qualquer disciplina ou área multidisciplinar.

No segundo edital, o pesquisador brasileiro que quiser coordenar um workshop deve ser ligado a uma universidade, instituição ou centro de pesquisa (públicos ou privados sem fins lucrativos). A proposta deve ser submetida em conjunto com um parceiro britânico, que virá ao Brasil para ministrar a oficina. Os cursos serão coordenados por pesquisadores seniores reconhecidos nas mais diversas áreas: agricultura, clima e meio ambiente, energia renovável e energia limpa, educação, saúde, entre outras.

No primeiro edital, o Conselho Britânico financiará a realização dos workshops, e as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) oferecerão contrapartida no valor de R$ 12,5 mil por curso. Já na segunda chamada pública, cada workshop terá apoio do Fundo Newton no valor de até 42 mil libras, com contrapartida financeira determinada pela FAP de seu estado.

Para mais informações, confira os editais completos neste link e neste link.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Chernobyl: 30 anos

Assessoria SindCT/Discovery Channel
26 de abril de 2016

Segue esse interessante documentário para lembrar do maior desastre em termos de perdas humanas e prejuízos gerados para o futuro, que completa hoje 30 anos. O acidente de Chernobyl na Ucrânia foi o primeiro desastre nuclear de nível 7 (o mais alto na classificação). 



Soyuz coloca dois satélites em órbita

Globo/AFP
26 de abril de 2016

Foguete Soyuz partiu do centro espacial de Kurdo, na Guiana Francesa - S. Martin/CNES ArianeSpace ESA / AFP
KURDO - Um foguete russo Soyuz colocou na noite desta segunda-feira em órbita dois satélites, um de observação da Terra e outro de física fundamental, informou a empresa Arianespace. O comunicado foi divulgado horas após o lançamento do foguete Soyuz do centro espacial de Kurdo, na Guiana Francesa

O voo Soyuz VS14 - o primeiro de 2016 - colocou em órbita o satélite Sentinel-1B, do programa Copernicus da Comissão Europeia, que visa obter informação operacional sobre terras submersas, oceanos e a atmosfera terrestre com o objetivo de "determinar as políticas em matéria de meio ambiente e segurança", informou a Arianespace.

Com o Copernicus, "em menos de seis dias qualquer ponto da Terra" pode ser localizado, destacou a Arianespace.

O Sentinel-1B é o terceiro satélite lançado para o programa Copernicus, após o Sentinel-1A, em abril de 2014, e o Sentinel-2A, em junho de 2015.

O Soyuz também colocou em órbita o satélite Microscope (micro-satélite de resistência aerodinâmica compensada para a observação do princípio de equivalência), encarregado de comprovar, com uma precisão 100 vezes maior que na Terra, o princípio da equivalência entre massa inercial e massa gravitacional descrito por Albert Einstein.

O Soyuz também colocou em órbita três "Cube-Sats", nano-satélites em forma de cubo criados por estudantes europeus com base no programa "Fly Your Satellite", da agência espacial europeia, cujo objetivo é promover os talentos científicos.

Promulgado Acordo de Cooperação entre Brasil e Comunidade Europeia de Energia Atômica

Diário Oficial da União
26 de abril de 2016



DECRETO N 8.717, DE 25 DE ABRIL DE 2016

Promulga o Acordo de Cooperação entre o Governo da República Federativa do Brasil e a Comunidade Europeia de Energia Atômica na Área de Pesquisa sobre Energia de Fusão, firmado em Brasília, em 27 de novembro de 2009.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA , no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput , inciso IV, da Constituição, e
Considerando que o Acordo de Cooperação entre o Governo da República Federativa do Brasil e a Comunidade Europeia de Energia Atômica na Área de Pesquisa sobre Energia de Fusão foi firmado em Brasília, em 27 de novembro de 2009;

Considerando que o Congresso Nacional aprovou o Acordo por meio do Decreto Legislativo n 587, de 26 de dezembro de 2012; e

Considerando que o Acordo entrou em vigor para a República Federativa do Brasil, no plano jurídico externo, em 23 de janeiro de 2013, nos termos do parágrafo 1 de seu Artigo 11;

DECRETA:
Art. 1 Fica promulgado o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e a Comunidade Europeia de Energia Atômica na Área de Pesquisa sobre Energia de Fusão, firmado em Brasília, em 27 de novembro de 2009, anexo a este Decreto.

Art. 2 São sujeitos à aprovação do Congresso Nacional atos que possam resultar em revisão do Acordo e ajustes complementares que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional, nos termos do inciso I do caput do art. 49 da Constituição.

Art. 3 Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 25 de abril de 2016; 195º da Independência e 128º da República.

DILMA ROUSSEFF
Mauro Luiz Iecker Vieira
Emília Maria Silva Ribeiro Curi

Países dos BRICS planejam cooperar no Espaço para proteger a Terra

Sputnik/AEB
26 de abril de 2016



Os países Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, grupo dos BRICS estão trabalhando em conjunto na iniciativa da troca de dados de sensoriamento remoto da Terra, que dará a possibilidade de reagir às emergências, afirmou Igor Komarov, em visita à China, no último dia (24.04).

“A iniciativa conjunta com o os BRICS é uma troca de dados de sensoriamento remoto, que fará possível uma reação mais rápida às emergências, aos cataclismos, às poluições e a outros aspectos. Esse feito pode ser implementado logo e será algo muito útil do ponto de vista prático para o grupo BRICS”, disse Komarov, que esteve na China para comemorar o dia do cosmonauta no país.

O dia do cosmonauta na China é comemorado na mesma data do lançamento do primeiro satélite artificial da Terra Dong Fang Hong 1, no dia 24 de abril de 1970. O novo feriado nacional foi criado pelo governo da China e será comemorado anualmente.

No âmbito da visita de Komarov, realizou também uma série de negociações com os chefes da Administração Espacial Nacional da China.

Pesquisadores da Univap estudam explosões estelares

O Vale
24 de abril de 2016

Pesquisadores estudam explosão de estrelas supernovas. Foto: Alan Collet/O VALE.
Estudo realizado na Univap (Universidade do Vale do Paraíba), em São José dos Campos, buscar medir grandes distâncias no universo usando-se o brilho gerado por explosões de estrelas supernovas do tipo Ia, que por sua vez são resultado de explosão de uma estrela anã branca (saiba no final do texto).

A luz nestas explosões chega a ser 5 bilhões de vezes mais intensa do que o Sol, permitindo usá-la como instrumento conhecido pelos astrônomos como vela padrão. Com isso, a pesquisa ajudará a descobrir em que escala de tempo o espaço tem aumentado de tamanho.

No estudo, os pesquisadores da Univap têm acesso remoto aos maiores observatórios do mundo, como o Soar e o Gemini, respectivamente no Chile e no Havaí, o que impulsiona a análise das estrelas.

Segundo Alexandre Soares, pesquisador e professor da Univap que estuda as supernovas do tipo Ia, observa-se da Terra centenas de estrelas brilhando no céu, mas é difícil precisar quais ainda estão acesas hoje.

Além disso, existem mais de 200 bilhões de estrelas só na Via Láctea, com bilhões de outras galáxias no espaço, e nelas vivem distintas estrelas. Soares explica que as supernovas do tipo Ia, em sua maioria, convivem com outra estrela companheira.
Um fenômeno, ainda em estudo, transfere massa de um corpo para o outro ocasionando um excesso de massa, dando origem a uma violenta explosão, gerando uma luz muito intensa.

Esse brilho é utilizado para determinar a que distância estão outros objetos espaciais.
"Isso acontece porque as anãs brancas, que são estrelas que já chegaram ao fim de suas vidas, sugam a massa de outra estrela que está ao lado", diz Soares, que já foi residente do observatório Soar, no Chile.

"Há um limite de massa que uma estrela suporta, chamado de limite de Chandrasekhar. Ele é de 1,4 vezes a massa do Sol. Quando esse limite é alcançado, a estrela explode. A conclusão de que o universo está em expansão acelerada foi baseada nas explosões deste tipo de supernovas", completa.

O estudo em desenvolvimento na Univap busca entender quais tipos de estrela dão origem às supernovas do tipo Ia. Atualmente, os pesquisadores da universidade têm garantidos 30% do tempo para utilizarem o Soar e 6%, para o Gemini. O Brasil é sócio nos consórcios que construíram ambos os observatórios.

Segundo Soares, são em torno de 370 horas para trabalhar no Soar em um semestre, o que equivale a mais de US$ 240 mil. "Daqui da Univap, é possível utilizar remotamente, via computador, os telescópios e fazer as observações. Os alunos participam disso e já desenvolvem seus projetos", conta o pesquisador.

"Tudo demora muitos anos para acontecer na astronomia, por isso é importante que esses futuros astrônomos estejam em contato permanente com essa realidade", afirma. 

Supernovas

Objetos celestes com luz extremamente intensa e com duração de apenas alguns meses
Tipo Ia

Subcategoria de supernova resultado de violenta explosão de estrela anã branca
Anã branca

Resíduo de estrela que completou o seu ciclo de vida normal e cessou sua fusão nuclear
Soar

Telescópio no Chile com espelho principal de 4,1 metros de diâmetro que pode captar luz visível e raios infravermelhos
Gemini

Observatório no Havaí com dois telescópios gêmeos, com espelhos primários de 8 metros de diâmetro, que operam no óptico e no infravermelho
univap 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Lançamento de satélite Sentinel 1-B é cancelado por problema em foguete

EFE/Terra
24 de abril de 2016



O lançamento do satélite "guardião do meio ambiente" Sentinel-1B foi cancelado neste domingo pelo terceiro dia, desta vez por uma anomalia no foguete Soyuz, informou a Arianespace.

"Devido a uma anomalia detectada durante a cronologia de lançamento do Soyuz, a contagem regressiva foi interrompida", disse companhia, que afirmou que o veículo de lançamento e os satélites foram colocados no modo de espera e se mantêm em condições "totalmente seguras" (além do Sentinel-1B, no Soyuz há três pequenos satélites).

O presidente e diretor-executivo da Arianespace, Stéphane Israël, explicou em sua conta no Twitter que "aconteceu uma anomalia na unidade de medida inercial do Soyuz. Paramos por esta noite. Estamos trabalhando para tentar confirmar o lançamento amanhã".

Trata-se da terceira vez que é adiado ou cancelado o lançamento destes satélites: os dois primeiros adiamentos, na sexta-feira e no sábado, se deveram a problemas meteorológicos.

As medições realizadas hoje pelos balões meteorológicos, ao contrário das dos últimos dois dias, deram dados bons de vento, que fizeram iniciar o protocolo para o lançamento.

No entanto, entre meia hora e 40 minutos antes da decolagem, a mesma foi cancelada por um problema no lançador.

A nova data para o lançamento será divulgada depois das primeiras análises desta anomalia, detalhou a Arianespace.

O Sentinel-1B é o quarto satélite do programa Copérnico de observação da Terra, liderado pela Comissão Europeia em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA).

É o programa mais ambicioso de observação da Terra e com ele a Europa quer vigiar oceanos, rios, lagos, geleiras, clima e desastres naturais, e melhorar assim a gestão do meio ambiente.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Planalto anuncia que Celso Pansera não retornará para comando de pasta

G1
20 de abril de 2016



O Palácio do Planalto divulgou nota na noite desta quarta-feira (20) na qual informou que o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Celso Pansera (PMDB-RJ) não retornará ao cargo, a pedido.
O Planalto também confirmou oficialmente as saídas dos ministros Helder Barbalho (Portos) e Eduardo Braga (Minas e Energia).

Na semana passada, Pansera havia deixado a pasta para votar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. Na última segunda (18), contudo, a Casa Civil havia informado que ele retomaria o mandato nesta terça (19), o que não ocorreu.

A Presidenta da República, Dilma Rousseff, informa que o ministro Celso Pansera deixará, a pedido, o Ministério da Ciência, Tecnologia & Inovação. A Presidenta agradece o ministro pelo seu trabalho e dedicação, e deseja sucesso no seu retorno à Câmara dos Deputados.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Anunciada data de lançamento do satélite Sentinel-1B

ESA
Luis Vedor
20 de abril de 2016



A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou que o lançamento do satélite Sentinel-1B está agendado para o próximo dia 22 de Abril.

Uma vez em órbita, irá fornecer imagens radar da Terra para o programa europeu de monitorização ambiental Copernicus. O Sentinel-1B irá juntar-se ao Sentinel-1A, o qual foi lançado há dois anos atrás.

O foguetão Soyuz irá também transportar três CubeSats. Estes pequenos satélites foram desenvolvidos por equipas de estudantes universitários, através do programa ‘Fly Your Satellite!’ do Gabinete de Educação da ESA.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Cápsula de reingreso de satélite de microgravedad SJ-10 aterriza en norte de China

Xinhua Espanhol
19 de abril de 2016



El satélite regresó de forma segura a la Tierra el lunes, marcando un paso sólido adelante en la investigación y la aplicación de la ciencia espacial. (Xinhua/Wang Quanchao)

BANDERA DE SIZIWANG, China, 18 abr (Xinhua) -- La cápsula de reingreso del primer satélite de microgravedad recuperable de China, el SJ-10, regresó de forma segura a la Tierra hoy, lo que representa un avance sólido en la investigación y la aplicación de la ciencia espacial.

La cápsula recuperable de la sonda de investigación, lanzada el 6 de abril, tocó tierra hacia las 16:30 horas en el área planeada de la bandera de Siziwang, región autónoma de Mongolia Interior, en el norte del país y fue transferida a la Academia de Tecnología Espacial de China, que a su vez entregará el equipo a bordo a la Academia de Ciencias de China (ACCh) para análisis y evaluaciones a profundidad.

La cápsula de reingreso se separó del módulo orbital de la sonda unos 15 minutos antes de su aterrizaje. El último permanecerá en órbita antes de desintegrarse.

Se trata del 24º satélite recuperable que China ha recobrado con éxito y el primero en serlo en la bandera de Siziwang.

Durante su viaje de 12 días en el espacio, se llevaron a cabo a bordo un total de 19 experimentos relacionados con la microgravedad y las ciencias de la vida.

Entre ellos, uno relativo a las primeras etapas de desarrollo de los embriones de ratón en el espacio en un ambiente de microgravedad destinado a arrojar luz sobre la reproducción humana en el espacio y otro sobre los efectos de la radiación espacial sobre la estabilidad genética de células de la mosca de la fruta y de la rata.

El principal artífice del SJ-10, Zhao Huiguang, dijo que la acción anuncia una nueva "primavera" en el proyecto de satélites recuperables de la nación.

EXPERIMENTOS CIENTÍFICOS

La sonda espacial transportó más de 6.000 embriones de ratón en una cámara autosuficiente del tamaño de un horno de microondas, explicó la ACCh.

Las imágenes enviadas desde una cámara de alta resolución mostraron que los 600 embriones, que fueron colocados bajo la cámara, se desarrollaron de la división celular, una etapa de segmentación embrionaria temprana, en blastocitos, la etapa donde ocurre la diferenciación perceptible de células, unas 72 horas después del lanzamiento del SJ-10. En gran parte, el tiempo coincidió con el desarrollo embrionario en la Tierra, dijo la ACCh.

Este es el primer desarrollo exitoso reportado de embriones de mamíferos en el espacio en la historia de la ciencia.

Las 15 piezas de equipo que transportaban 11 experimentos cargados en la cápsula estaban en buenas condiciones después de experimentar en severo ambiente espacial y el viaje de regreso.

La sonda espacial, enfocada en energía, agricultura y salud, dará un impulso a la investigación básica en bioingeniería, nuevos materiales y ciencias naturales, además de impulsar el desarrollo de la investigación sobre microgravedad y ciencias de la vida en el espacio de China.

TECNOLOGÍAS DE SATÉLITE

El éxito de la misión del SJ-10 ayudó a verificar una serie de tecnologías clave de satélites recuperables, ampliando el camino para que esos satélites expandan su papel en la ciencia espacial, dijo Zhao.

El diseñador general de la misión del SJ-10, Tang Bochang, quien ha participado ampliamente en el desarrollo de satélites recuperables, señaló que con el mejoramiento en las capacidades de transporte y apoyo y el ambiente microgravitacional, el modelo SJ-10 se convertirá en una nueva generación de plataforma para experimentos científicos de China caracterizada por la recuperación más segura, capacidad para experimentos en órbita a mediano y largo plazo, mayor flexibilidad y menores costos.

Tang comentó que los científicos chinos avanzarán en el desarrollo de naves espaciales recuperables para lograr un mejor desempeño de la energía, control, manejo de datos, estructura y control térmico.

Qiu Jiawen, comandante en jefe del SJ-10, señaló que a diferencia de sus predecesores, el área de aterrizaje del SJ-10 fue designada en la bandera Siziwang, considerando la fácil recuperación y el menor riesgo para la seguridad de los residentes.

China es el tercer país del mundo en obtener tecnología de satélites recuperables. En los más de 40 años pasados, China ha desarrollado tres generaciones de satélites recuperables en seis modelos para investigación de superficie, exploración y trazado, cultivo en el espacio y otros usos.

"Las técnicas como la protección térmica durante el retorno, el control de postura y el aterrizaje suave para la recuperación, aún están exclusivamente monopolizados por China y muy pocos países más", mencionó Tang.

Zhao dijo que el satélite recuperable tiene ventajas únicas como una plataforma para experimentos científicos espaciales.

Antes del SJ-10, China ha utilizado esas naves espaciales para llevar a cabo por lo menos 13 experimentos de ciencias en el espacio, siete experimentos de procesamiento espacial de materiales, así como otros relacionados con la medición de la microgravedad espacial, la medición de dosis de radiación en el espacio y el cultivo de células en el espacio.

Tudo a postos para lançamento de foguete-portador no cosmódromo Vostochny

Sputnik
19 de abril de 2016

A partir desta quarta-feira (20), o cosmódromo Vostochny está pronto a lançar o foguete, declarou Dmitry Rogozin, vice-presidente do governo russo.

“A partir de amanhã estaremos prontos para o lançamento do nosso foguete, embora esteja planejado para o dia 27 às 05h00 pelo horário de Moscou [23h00, hora de Brasília]”, disse Rogozin.
Segundo os dados preliminares, o foguete-portador a lançar será um Soyuz 2.1ª.

A construção do centro espacial Vostochny começou em 2012, com o objetivo de garantir à Rússia o  acesso independente ao espaço. Atualmente, o país utiliza principalmente a base de lançamentos de Baikonur, no vizinho Cazaquistão.




segunda-feira, 18 de abril de 2016

Brasil e Rússia reforçam laços de cooperação na área espacial

AEB/Sputnik
18 de março de 2016



“A cooperação espacial entre Rússia e Brasil está num nível cada vez mais elevado, com grandes ganhos para os dois países.” A afirmação é de José Raimundo Coelho, diretor-presidente da AEB – Agência Espacial Brasileira, na data em que se comemora o voo pioneiro de Yuri Gagarin ao espaço.

José Raimundo Coelho se manifestou por ocasião do Dia do Cosmonauta e da Cosmonáutica na Rússia, em homenagem a Gagarin, o primeiro ser humano a viajar ao espaço, em 12 de abril de 1961. Na entrevista que concedeu à Sputnik Brasil, o físico destacou que a Rússia vem implantando no Brasil o seu sistema de navegação por satélite, Glonass, mediante acordos da Roscosmos com universidades. Além disso, a Agência Espacial Russa vem franqueando acesso aos cientistas brasileiros e lhes permitindo aprofundar seus conhecimentos.

O diretor-presidente da AEB também enfatizou na entrevista que, “com apoio da Agência Espacial Brasileira, o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e a Roscosmos assinaram na quinta-feira, 7 de abril, em Itajubá, Minas Gerais, um acordo para instalação de um telescópio de monitoramento de lixo espacial”.

Nas palavras de José Raimundo Coelho, “o benefício deste acordo para o Brasil é essencialmente a utilização dos dados, manutenção e controle da estação de monitoramento”.

O Laboratório Nacional de Astrofísica terá o primeiro telescópio no país com participação no projeto Sistema Eletro-Óptico Panorâmico para Detecção de Detritos Espaciais (PanEOS), que será o segundo do projeto em operação. O primeiro fica nas montanhas de Altai, na Rússia.

Sobre o feito pioneiro da ciência soviética de 12 de abril de 1961, o  diretor-presidente da AEB afirma que “o voo de Yuri Gagarin tem várias implicações de ordem técnica e de ordem de visualização da importância do programa espacial no mundo todo. Do ponto de vista técnico, é uma grande conquista, porque a Rússia foi capaz de enviar um astronauta ao espaço, o que foi um grande feito. É claro que a presença de uma pessoa, pela primeira vez, no espaço tem uma ordem de grandeza enorme para o programa espacial do mundo todo, e isso levou outros países a querer fazer a mesma coisa. Com isso, aconteceu aquela grande corrida entre a na época União Soviética e os Estados Unidos, que levou a conquistas tecnológicas e científicas de grande porte. O pioneirismo da Rússia e da União Soviética é exemplar nessa área.”

O Dr. José Raimundo Coelho faz um histórico do início da conquista espacial:

“O acesso ao espaço, do ponto de vista científico, foi iniciado por um russo chamado Konstantin Tsiolkovsky, um cientista importante que disse para o mundo todo, com sua ciência, que era possível e como se deveria fazer. Temos o maior apreço por essa iniciativa. Digamos que a Agência Espacial Brasileira está sempre se congratulando com essa data.”

A respeito da cooperação entre Brasil e Rússia na pesquisa espacial, o presidente da AEB relaciona os momentos marcantes desse relacionamento:

“Há vários momentos que marcaram essa cooperação. Nós tivemos um acidente no nosso programa espacial em 2003, e depois disso fizemos uma parceria com a Rússia para nos ajudar a recuperar nosso modelo de Centro Espacial de Lançamento e também dos nossos lançadores que serão utilizados a partir do Campo de Lançamento de Alcântara. Houve ainda a possibilidade de alguns de nossos engenheiros, principalmente da Força Aérea, ficarem na Rússia por algum tempo e depois trazerem vários conhecimentos adquiridos ao longo desse tempo, e também alguns russos que ficaram aqui no Brasil. Esse foi o início da nossa relação na área espacial.”

José Raimundo Coelho revelou ainda que, mais recentemente, os dois países têm reforçado a sua relação na área espacial por meio de um convênio, de um acordo que a AEB assinou com a agência Roscosmos, tendo como princípio o acordo que deu origem também a uma iniciativa excepcional: a instalação de algumas estações de calibração em universidades e institutos no Brasil que servem para os russos calibrarem a precisão do sistema Glonass.

Ele explica que o Glonass é um sistema de navegação tipo GPS, e que é também utilizado para a calibração do GPS – os dois em atividade conjunta entre a Rússia, os Estados Unidos e o Brasil. Segundo o físico, o fundamento básico de uma cooperação como essa é o de os dois países estarem focados em iniciativas que são de interesses mútuos:

“Qual o interesse da Rússia em colocar essas estações aqui no Brasil? Ela precisa colocar essas estações em vários lugares do mundo para poder manter o seu sistema o mais preciso possível, e nós aceitamos essa cooperação, que é muito importante para a Rússia mas é importante para nós também porque nós colocamos isso em ambientes universitários e de pesquisas, e esses ambientes são próprios para a recepção de informações e de pesquisas nessa área. É bom para a Rússia e é bom para o Brasil” – explicou.

Ainda mais recentemente aconteceu outra iniciativa no relacionamento Brasil-Rússia na área espacial. “É a observação de detritos espaciais”, conta José Raimundo Coelho. “É fundamental que nós mantenhamos sob controle essa quantidade enorme de milhões de detritos espaciais para poder, de alguma maneira, ter alguma noção do que está no espaço e onde nós possamos colocar nossos satélites e nossas estações espaciais para que não sejam atingidos pelos detritos. Esses detritos viajam em órbita da Terra numa velocidade de quase 30 mil km/h, e qualquer pequeno detrito do tamanho de uma bolinha de tênis, se colidir com uma nave espacial ou com um satélite, pode causar um dano irrecuperável. É necessário se montar um sistema no planeta que observe a movimentação desses detritos e oriente os nossos satélites e nossas estações para que não colidam com esses detritos. Essa é a ideia. Nós instalamos isso em um local importante do ponto de vista técnico e tecnológico para a Rússia, mas também importante para o conhecimento e o desenvolvimento de pesquisas em torno desses dados e de suas aplicações. Essa é a grande vantagem, trabalhar com iniciativas que sejam de interesse mútuo.”