sábado, 27 de fevereiro de 2016

Ministro viaja à Antártica para lançamento da pedra fundamental de reconstrução da estação brasileira

MCTI
26 de fevereiro de 2016



Nova base dará impulso às pesquisas científicas do Programa Antártico Brasileiro. Desde a instalação, em 1984, Estação Comandante Ferraz contribui de forma decisiva para formação de cientistas e para construção de um grande acervo de estudos em diversas áreas do conhecimento.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, participa, nesta segunda-feira (29), da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), que será reconstruída após um grave incêndio ocorrido em 2012. A base brasileira, que ocupará o mesmo local da estação anterior, dará novo impulso às pesquisas científicas desenvolvidas no âmbito do Programa Antártico Brasileiro (Proantar).
Com uma área de aproximadamente 4,5 mil metros quadrados, a nova Estação Antártica Comandante Ferraz contará com 17 laboratórios, ultrafreezers para armazenamento de amostras e materiais usados nas atividades científicas, setor de saúde, biblioteca e sala de estar.  O projeto, que usa tecnologia de ponta, foi concebido com a participação direta da comunidade científica, e as obras serão executadas pela empresa China Electronics Import and Export Corporation, vencedora da licitação.
O ministro Celso Pansera participa da cerimônia junto com o ministro da Defesa, Aldo Rebelo. Também estarão presentes os comandantes da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, e da Aeronáutica, tenente brigadeiro Nivaldo Luiz Rossatto, e os ministros da Defesa do Chile, José Antonio Gómez Urrutia, e da Ciência, Tecnologia e Indústria para Defesa Nacional da China, Xu Da Zhe, além de outras autoridades.
A Estação Antártica Comandante Ferraz foi instalada em 6 de fevereiro de 1984, dois anos após a criação do Proantar. Está localizada na Península Keller, interior da Baía do Almirantado, na Ilha Rei George. Desde a sua instalação, a estação vem contribuindo de forma decisiva para a formação de centenas de cientistas e a construção de um grande acervo de estudos em diversas áreas do conhecimento.
Proantar
O Programa Antártico Brasileiro foi criado em 1982 por um grupo de pesquisadores com o objetivo de desenvolver um programa científico que incluísse o Brasil entre os países do Tratado da Antártica. Em 1991, a assinatura do Protoloco de Madri classificou a Antártica como reserva natural dedicada à paz e à ciência.
Atualmente, o Proantar realiza 19 projetos e conta com dois Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia dedicados à pesquisa científica na Antártica. Entre os projetos desenvolvidos por pesquisadores brasileiros no âmbito do Proantar estão ações preventivas sobre o impacto das mudanças globais na Antártica e suas consequências para o Brasil; previsão meteorológica nacional sobre frentes frias antárticas, bem como monitoramento preventivo da radiação solar e da camada de ozônio; aplicações médicas e farmacêuticas e desenvolvimento de bioprodutos a partir de conhecimentos sobre a biodiversidade; e produção de conhecimento aplicado à gestão governamental para subsidiar o Brasil na tomada de decisões políticas sobre a Antártica, inclusive para nosso posicionamento em convenções internacionais.

Fonte: MCTI

Quatro áreas inesperadas em que a China investe para ser número 1 do mundo

27 de fevereiro de 2016
Da BBC Mundo

A China aumentou o investimento em seu programa espacial e quer enviar um homem à Lua até 2022.



Após mais de duas décadas de crescimento acelerado e com US$ 3,3 trilhões em reservas, a China tem dinheiro de sobra para investir no que quiser – e quando resolve investir, não costuma economizar. Seu orçamento militar aumenta a cada ano, suas ambições espaciais crescem enquanto outros países fazem cortes em programas dessa área e seu investimento em fontes de energia é cada vez maior para sustentar seu crescimento.

Mas a China também surpreende com seus investimentos. Ao mesmo tempo em que o gigante asiático é reconhecido como principal poluidor do planeta e potência "dependente" de combustíveis fósseis – como petróleo e carvão -, Pequim também gasta bilhões de dólares em energia verde.

E quando investe em esporte, o país não se contenta em sediar e brilhar nos Jogos Olímpicos, mas mostra que busca se reinventar como novo polo do futebol mundial – como era de se esperar, não está economizando para conseguir isso. Oferecendo salários astronômicos, a China tem atraído grandes jogadores do Brasil e da Europa para fortalecer sua liga.

Veja abaixo quatro áreas inesperadas em que a China está investindo pesado para ser a "número 1 do mundo".
1) Exploração espacial
Há poucos dias, a China surpreendeu o mundo ao anunciar um deslocamento de quase 10 mil pessoas na província de Guizhou, no sudoeste do país, para instalar o maior radiotelescópio do mundo. O objetivo desse projeto gigantesco é buscar vida inteligente em outros lugares do universo. Mas a China não só observa o espaço, como também vai até ele.

O país asiático investiu relativamente tarde na corrida espacial e fez isso utilizando tecnologia estrangeira – mais precisamente, a russa. Quando a China lançou seu primeiro satélite, em 1970, os Estados Unidos já haviam colocado vários em órbita e seus astronautas já haviam até chegado à Lua.

O país asiático só levou seu primeiro homem ao espaço em 2003 – mas desde então, os chineses não pararam mais.Dez anos depois, o robô "Coelho de Jade" chegava à Lua. E enquanto outros programas espaciais começaram a reduzir seus orçamentos, o programa espacial chinês continua sendo sustentado "por sua ambição", como disse à CNN o professor Louis Brennan, autor do livro O Negócio do Espaço.

"A China alcançou sucesso rapidamente e agora tem planos a longo prazo para futuras aventuras espaciais, incluindo Marte", acrescentou Brennan. E ainda que o orçamento do programa espacial chinês siga sendo menor que o da Nasa (agência espacial americana), a China continua traçando planos ambiciosos para o futuro.

Seus objetivos declarados são colocar um homem na Lua até 2022 e existe ainda um rumor sobre uma parceria com a Rússia para construir uma base lunar. Em terra, os cientistas chineses constroem sua própria estação espacial: Tiangong 2.

A primeira peça poderia viajar ao espaço ainda neste ano e todo o projeto estaria terminado em 2022, época em que a atual Estação Espacial Internacional (EEI) poderia ficar fora de uso. A EEI é um projeto conjunto de Estados Unidos, Europa, Rússia, Japão e Canadá; a China sempre foi deixada de lado nesta iniciativa devido à desconfiança americana sobre as intenções do programa espacial chinês, controlado em grande parte pelo Exército do país.

Leia a matéria completa aqui.

Satélite brasileiro pode ser lançado ainda este ano

Estadão
27 de fevereiro de 2016
Eduardo Rodrigues



                          A primeira antena para controlar o satélite foi instalada em Brasília, no Lago Sul

Telebrás prevê que o 1º satélite geoestacionário do Brasil deve entrar em órbita entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017 

BRASÍLIA - o programa de lançamento do primeiro satélite geoestacionário nacional pode decolar ainda este ano, mesmo com a alta do dólar elevando o custo do projeto para R$ 2,3 bilhões. A montagem do satélite já foi concluída na França e o governo inaugurou o primeiro centro de controle do equipamento em Brasília. A previsão é de que o satélite entre em órbita entre dezembro deste ano e fevereiro de 2017. 

A primeira grande antena que servirá para controlar a posição do satélite em sua órbita geoestacionária, a 36 mil quilômetros de altura, já está instalada em uma área da Marinha localizada no Lago Sul, região residencial de Brasília. É nesse centro de controle que cerca de 140 pessoas se revezarão em turnos de 24 horas por dia, todos os dias da semana, para operarem o equipamento no espaço. 

“Os operadores já foram treinados na França e o centro de controle já está com toda a estrutura crítica montada, como sistemas redundantes de energia, para haver confiabilidade em toda a operação. O investimento feito no centro de controle servirá para outros satélites que viermos a lançar no futuro. Há espaço para expandir a operação no local”, destaca o presidente da Telebrás, Jorge Bittar.

Além do centro de controle de Brasília, haverá uma segunda estação de backup com a mesma configuração no Rio de Janeiro, que poderá assumir o controle total do satélite se necessário. O projeto conta ainda com cinco estações de acesso (gateways), duas delas nos centros de controle e as demais em Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Campo Grande (MT).

“Essas estações poderão distribuir a comunicação com o satélite a qualquer região do País, compensando eventuais ocorrências climáticas que possam limitar a potência do sinal em determinadas áreas”, diz o gerente de satélite da Telebrás, Sebastião do Nascimento Neto.

Com capacidade de transmissão de 54 gigabits por segundo simultâneos, o satélite da Telebrás é o primeiro com capacidade de alcance de todo o território nacional, sem qualquer zona de “sombra”. O equipamento fará transmissões na banda Ka, voltada para a oferta de serviços de telecomunicações, como banda larga, mas também vai operar na banda X, utilizada para transmissões militares criptografadas.

Para levar o projeto adiante, a Telebrás se juntou à Embraer em uma joint venture chamada Visiona Tecnologia Espacial, que contratou a francesa Thales Alenia Space para a construção do artefato. Os dois módulos do equipamento que, somados, pesam 5,8 toneladas, já foram conectados na Europa e agora passarão por testes de vibração, variação térmica e qualidade do sinal até a metade deste ano.

“O contrato prevê a transferência de tecnologia. Neste primeiro satélite, apenas um painel de suporte das baterias foi fabricado no País, mas a nossa intenção em conjunto com a Agência Espacial Brasileira é fomentar a cadeia de componentes nacionais. O próximo satélite já será montado no Brasil com mais peças brasileiras”, avalia Bittar.

Apesar do custo do projeto ter chegado a R$ 2,3 bilhões com a alta do dólar, a Telebrás calcula que gastaria hoje apenas a metade desse valor para lançar um novo equipamento de porte semelhante. “Apenas o satélite em si custou US$ 350 milhões. Mas, como já temos o centro do controle e toda a infraestrutura necessária, um segundo equipamento hoje custaria cerca de R$ 1,150 bilhão”, argumenta Bittar, que estima um novo lançamento para 2020.

Contratos. Segundo o executivo, a Telebrás já negocia contratos para uso da capacidade do satélite. Pequenos provedores de internet de regiões onde não há fibras ópticas são o principal grupo de clientes, mas o equipamento também levará banda larga a escolas rurais e centros de saúdes. “Também já fomos procurados por Caixa, Banco do Brasil, Dataprev, Serpro e os Correios. O satélite poderá ainda ser usado pela agricultura de precisão, para o controle de fronteiras, para gerenciamento ambiental e até mesmo para o ecoturismo”, completa.

Após os testes que vão até meados deste ano ainda na França, o satélite embarcará em um navio e cruzará o Oceano Atlântico até a Guiana Francesa, onde a também francesa Arianespace o colocará em órbita.

A janela de lançamento vai de dezembro de 2016 a fevereiro de 2017. “Queremos lançar já no primeiro dia, para começarmos logo a fornecer os serviços, mas isso depende das condições meteorológicas. Mas o cronograma está rigorosamente em dia”, afirma Bittar.

Satélite SES-9 será lançado na semana que vem

O Globo
26 de fevereiro de 2016

O foguete Falcon 9 pronto para o lançamento em Cabo Canaveral - Divulgação / SpaceX
RIO - A SES anunciou que seu satélite SES-9 estava pronto para ser lançado nesta sexta-feira (26/02), a bordo do foguete Falcon 9, da Estação da Força Aérea no Cabo Canaveral, no estado americano da Flórida. A janela de lançamento, com duração de aproximadamente 90 minutos, se abriria às 20h45, horário de Brasília. Mas o lançamento foi adiado para a próxima semana por motivos técnicos.


O satélite será implementado cerca de 31 minutos após a decolagem e utilizará um propulsor químico bipropelente para completar as grandes manobras pós-lançamento. Um sistema de propulsão elétrica vai concluir a viagem desde a órbita geoestacionária de transferência até a órbita final de 36.000 quilômetros acima da linha do equador e as manobras em órbita ao longo dos 15 anos de duração nominal do satélite serão efetuadas por propulsão elétrica.


O SES-9 é o maior satélite SES na região Ásia-Pacífico. Ele fornecerá capacidade de expansão significativa para servir os setores de vídeo, enterprise, de mobilidade e governamentais em todo o nordeste e sul da Ásia, Índia, Indonésia e Filipinas. O satélite estará colocalizado com outro satélite da SES, o SES-7, na posição orbital 108,2 graus leste, e substituirá o NSS-11. Ele foi construído pela Boeing Satellite Systems International.
Este foi o segundo adiamento do lançamento. A previsão inicial era para quinta-feira, mas, por precaução, a equipe da SpaceX optou por postergar uma primeira vez o evento para garantir que a temperatura de oxigênio líquido estará o mais frio possível, maximizando o desempenho do foguete.

AO VIVO VIA WEB
Para se manter atualizado quanto à data e à hora do lançamento, e também para assisti-lo ao vivo, basta acessar <http://www.spacex.com/webcast>. A transmissão começará 20 minutos antes do lançamento. A alternativa é ver no YouTube, no “full webcast”, em <https://youtu.be/Ml1RO4IcOG0>.
E para os nerds e fanáticos pelos babados técnicos, haverá também no YouTube um feed especial, com ponto de vista do próprio Falcon 9, áudio da contagem regressiva, e informações de telemetria. O link deste webcast técnico da SpaceX é <https://youtu.be/6HSb_yBnJXA>. E, para completar o regozijo da turma das exatas, aqui está a página com as especificações técnicas do satélite SES-9: <http://www.ses.com/ses-9-factsheet>.
Veja a fotogaleria completa mostrando cenas da fabricação e dos preparativos para o lançamento do SES-9 em <https://goo.gl/photos/WM8jagzfzoMKFJ8o7>.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Hispamar, Telesat e Yah ganham outorga de satélite

Telesíntese (Portal Terra)
25 de fevereiro de 2016



A Anatel confirmou hoje, 25, as quatro licenças de exploração de satélite nacional, cuja licitação foi feita em maio do ano passado.

As três empresas que ofereceram R$ 183 milhões por quatro posições orbitais brasileiras no leilão realizado pela Anatel em maio do ano passado finalmente vão poder dar início aos seus projetos de lançamento de seus satélites. Hoje, a Anatel publicou no DOU para o direito de exploração do satélite nacional para as empresas Telesat, Hispamar e Yah, que ganharam a licitação do ano passado.
A canadense Telesat levou duas posições orbitais por R$ 89,3 milhões e vai ocupar a posição 63º W pelo prazo de 15 anos. Já a árabe Yah Telecomunicações, que no leilão se apresentou como Star Satellite pagou R$ 44,1 milhões e vai ficar com a órbita 20º W. E a Hispamar, que ofereceu R$ 50,295 milhões ficará com a posição 74º W.

Cientistas testam dispositivo para satélite brasileiro

Agência USP
25 de fevereiro de 2016

Dispositivo pronto para ser irradiado, laser é usado para o alinhamento do feixe de íon

A radiação cósmica ionizante presente no ambiente espacial é um desafio para o bom funcionamento de equipamentos, como satélites, foguetes e sondas. Ela pode interferir nas informações geradas por componentes eletrônicos e até mesmo deixá-los inutilizados. Testar a resistência desses componentes à radiação cósmica é primordial para projetos espaciais. A tecnologia necessária para a realização de um desses testes foi dominada por pesquisadores do Instituto de Física (IF) da USP.
Ao longo dos últimos dois anos, esses pesquisadores têm realizado medidas para verificar a presença de Single Event Effect (SEE) em diversos componentes eletrônicos quando irradiados por íons pesados. Em janeiro, eles efetuaram com sucesso testes de radiação em FPGA (Field Programmable Gate Array, em português Arranjo de Portas Programável em Campo) que poderão ser usados em sistemas de controle de satélites brasileiros.
Esse componente será empregado para a comunicação de alta velocidade entre subsistemas de satélites usando protocolo SpaceWire, projeto em desenvolvimento por pesquisadores do projeto Circuitos Integrados Tolerantes à Radiação (CITAR), uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) executada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
“O projeto CITAR envolve várias instituições brasileiras para o desenvolvimento de dispositivos mais tolerantes à radiação. Nesse projeto também há grupos, como o nosso no Instituto de Física, que validam componentes eletrônicos comerciais para saber se aquele dispositivo é resistente à radiação cósmica como as empresas relatam”, afirma Nilberto Medina, professor do Departamento de Física Nuclear do IF e um dos integrantes do projeto CITAR.
Atualmente, o Brasil não fabrica circuitos integrados e o FPGA é um desses dispositivos comerciais. Ele é um processador, um conjunto de chips, que permite controlar e programar ações, como acender luzes, abertura e fechamento de compartimentos.
“O investimento para produzir um satélite é muito alto e se tiver algo errado com o dispositivo, pode comprometer todo o projeto. O INPE está validando os dispositivos a serem utilizados no projeto de satélites. Esses testes também são realizados por empresas de fora do país, mas é muito caro. Para testar apenas um dispositivo eletrônico, custa em torno de 100 mil dólares. O fato de tentarmos dominar essa tecnologia ajuda o país, além de formar recursos humanos”, destaca o professor Nemitala Added, professor do Departamento de Física Nuclear do IF e coordenador do projeto CITAR na USP.
Single Event Effect
Os testes feitos com o FPGA, no Instituto de Física, foram especificamente para verificar SEE induzido pela irradiação com íons. “Quando se coloca um satélite no espaço, ele sofre o efeito da radiação cósmica composta por muitas partículas, como prótons e elétrons e um pouco de íons pesados. Essas partículas geram danos ou problemas diferentes no componente eletrônico. Os prótons e elétrons criam defeitos que inviabilizam o uso do dispositivo. Já a passagem de um único íon pesado pelo dispositivo não o inutiliza, mas pode gerar uma informação errada. Esse problema é chamado de Single Event Effect(SEE)”, explica Added.

Foto estilizada das fontes dos raios cósmicos (solares, galáticos e extra-galáticos)
Segundo Medina, “os íons pesados podem alterar a informação de um bit, o que era zero pode se tornar 1, mudando a informação fornecida pelos componentes eletrônicos. Só os íons pesados conseguem fazer esse tipo de alteração”.
“A informação errada pode provocar algum dano sério utilizando o dado incorreto, por exemplo, para o lançamento de um míssil. Por isso, a necessidade de eliminar esses danos eventuais, analisando os componentes eletrônicos mais resistentes à radiação por íons pesados para obter informações mais confiáveis”, completa Added.
Os testes com radiação induzindo SEE foram feitos no Acelerador de PartículasPelletron 8UD do Instituto de Física, único no País a realizar testes com íons pesados. Na América do Sul, além desse acelerador da USP, há apenas outro na Argentina com energia suficiente para ser usado nesse tipo de estudo.
O acelerador é empregado para gerar uma partícula com energia suficiente para simular a ação de uma partícula no espaço. Assim, os pesquisadores conseguem calcular o tempo que o dispositivo resistirá à radiação cósmica. “Em poucas horas, podemos bombardear o dispositivo eletrônico com a mesma radiação que ele receberia em 10 anos no ambiente espacial”, conta Medina.
Teste
Componentes eletrônico desencapado (ao centro) pronto para receber os íons pesados
O professor Added explica que o teste consistiu na montagem de uma placa especial para posicionar o dispositivo eletrônico em uma câmara de vácuo, permitindo que o mesmo fosse atingido por feixes de íons pesados gerados no acelerador de partículas.
“Não é possível ver a partícula, mas nota-se o efeito dela. Você consegue ver o pulso de corrente que passa pelo componente eletrônico. A corrente fica constante enquanto não tiver problema, mas quando há um depósito de carga elétrica muito grande ocorre uma variação, assim sabemos que passou uma partícula de íons pesados. Mas nem todo pulso de corrente vai te dar um defeito funcional. Depois que a partícula passa, é preciso também verificar se ocorreu algum defeito no dispositivo eletrônico”.
Os pesquisadores avaliaram quantos defeitos podiam ocorrer no dispositivo a cada determinado número de partículas de íons pesados que o atingisse. Essa tecnologia, inédita no País, fornecerá informações necessárias que auxiliarão na escolha dos componentes eletrônicos para a execução do projeto CITAR.
O professor Medina ressalta que apesar destes testes terem ocorrido em componentes eletrônicos para satélites, eles também são importantes para outras áreas, já que radiação cósmica pode atingir a Terra e eventualmente (com uma probabilidade muito menor) afetar também equipamentos como automóveis, computador, celular entre outros.
“Em tese, um raio cósmico pode alterar um componente e a configuração de dispositivos eletrônicos que compõem sistemas que controlam, por exemplo, a aceleração e frenagem de um carro. Na realidade, na superfície da Terra, a interferência da radiação é bem menor, porém nas altitudes usadas em vôos intercontinentais essa interferência já é uma preocupação para os projetistas de novos aviões”.
Projeto CITAR
O Projeto CITAR foi criado em 2013, no âmbito do MCTI, para o desenvolvimento de circuitos integrados tolerantes à radiação, destinados a aplicações em satélites científicos. Ele é considerado estratégico para o Brasil para conquistar a independência tecnológica nessa área.

Hoje, o país é dependente de países que dominam a produção desses circuitos. “Quando o Brasil vai comprar esse tipo de componente resistente a radiação, às vezes, o governo do país detentor da tecnologia impõe barreiras às empresas fabricantes de vendê-los ao nosso país. Isso compromete a fabricação de nossos satélites”, segundo o professor Nemitala Added.
O projeto tem financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e é executado pelo INPE, o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI), o Instituto de Física (IF) da USP, o Instituto de Estudos Avançados do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (IEAv-DCTA), Centro Universitário da FEI e Instituto Mauá de Tecnologia. Nesses testes houve também a participação de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
Fotos: Divulgação

Minicom e Telebras acompanham testes do satélite na França

Telebras
25 de fevereiro de 2016


Comitiva do Ministério das Comunicações e da Telebras acompanhou nesta quinta-feira (25), na França, os testes do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas na oficina da empresa Thales Alenia Space na cidade de Toulouse.
Participaram da visita o ministro André Figueiredo, o presidente da Telebras, Jorge Bittar, o diretor Técnico-Operacional da empresa, Paulo Kapp, o secretário de Telecomunicações do Minicom, Maximiliano Martinhão, e o diretor do Departamento de Banda Larga, Artur Coimbra.

O satélite passa por testes de resistência e durabilidade em um ambiente semelhante ao que enfrentará no lançamento e no espaço onde ficará posicionado.
Para o ministro Figueiredo, o SGDC será fundamental para o cumprimento das metas do governo federal de levar banda larga a todo o País, mesmo nos locais mais distantes.
Jorge Bittar ressalta que o satélite será estratégico tanto para as comunicações civis quanto militares. “Será o primeiro satélite controlado totalmente por brasileiros, pela Telebras, que garantirá conexão segura aos órgãos de governo. E a banda X, que servirá às comunicações militares”.
A previsão de lançamento do satélite é no final do ano e sua entrada em operação no primeiro trimestre de 2017. O satélite vai reforçar a rede de fibra óptica da Telebras, que chega a 28 mil km e está presente em todas as regiões brasileiras.

Satélite SES-9 será lançado nesta sexta-feira à noite


O Globo
Carlos Teixeira
26 de fevereiro de 2016

O foguete Falcon 9 pronto para o lançamento em Cabo Canaveral - Divulgação / SpaceX


RIO - A SES anuncia que seu satélite SES-9 está pronto para ser lançado nesta sexta-feira (26/02), a bordo do foguete Falcon 9, da Estação da Força Aérea no Cabo Canaveral, no estado americano da Flórida. A janela de lançamento, com duração de aproximadamente 90 minutos, se abre às 20h45, horário de Brasília.


O satélite será implementado cerca de 31 minutos após a decolagem e utilizará um propulsor químico bipropelente para completar as grandes manobras pós-lançamento. Um sistema de propulsão elétrica vai concluir a viagem desde a órbita geoestacionária de transferência até a órbita final de 36.000 quilômetros acima da linha do equador e as manobras em órbita ao longo dos 15 anos de duração nominal do satélite serão efetuadas por propulsão elétrica.
O SES-9 é o maior satélite SES na região Ásia-Pacífico. Ele fornecerá capacidade de expansão significativa para servir os setores de vídeo, enterprise, de mobilidade e governamentais em todo o nordeste e sul da Ásia, Índia, Indonésia e Filipinas. O satélite estará colocalizado com outro satélite da SES, o SES-7, na posição orbital 108,2 graus leste, e substituirá o NSS-11. Ele foi construído pela Boeing Satellite Systems International.
A previsão inicial de lançamento era para quinta-feira, mas, por precaução, a equipe da SpaceX optou por postergar o evento para garantir que a temperatura de oxigênio líquido estará o mais frio possível, maximizando o desempenho do foguete.

AO VIVO VIA WEB
Para assistir ao lançamento ao vivo, basta acessar <http://www.spacex.com/webcast>. A transmissão começará 20 minutos antes do lançamento. A alternativa é ver no YouTube, no “full webcast”, em <https://youtu.be/Ml1RO4IcOG0>.
E para os nerds e fanáticos pelos babados técnicos, haverá também no YouTube um feed especial, com ponto de vista do próprio Falcon 9, áudio da contagem regressiva, e informações de telemetria. O link deste webcast técnico da SpaceX é <https://youtu.be/6HSb_yBnJXA>. E, para completar o regozijo da turma das exatas, aqui está a página com as especificações técnicas do satélite SES-9: <http://www.ses.com/ses-9-factsheet>.
Veja a fotogaleria completa mostrando cenas da fabricação e dos preparativos para o lançamento do SES-9 em <https://goo.gl/photos/WM8jagzfzoMKFJ8o7>



Novo reitor do ITA toma posse amanhã

O Vale
26 de fevereiro de 2015

Anderson Ribeiro, o novo reitor do ITA. Foto: Reprodução/FABTV

O novo reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica, Anderson Ribeiro Correia, tomará posse amanhã em solenidade que será realizada a partir das 10h30 no auditório da instituição em São José. Ele substituirá Fernando Toshinori Sakane. Durante o processo de seleção, 11 candidatos se voluntariaram para o cargo.

Finep assina convênios com ICTs nesta sexta-feira no valor de R$ 100 milhões

Finep
26 de fevereiro de 2016

A Finep assina às 9h desta sexta-feira, 26/2, convênios selecionados em carta-convite de cerca de R$ 100 milhões destinado à conclusão de obras de ICTs (Institutos de Ciência e Tecnologia) apoiadas em chamadas anteriores do CT-Infra. A cerimônia acontece na sede da financiadora, no Rio, e contará com a presença dos ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, e da Secretaria de Governo da Presidência da República, Ricardo Berzoini, além do presidente da Finep, Wanderley de Souza. Ao todo, 91 construções de 31 instituições foram aprovadas.
Também estarão presentes a presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Maria Lúcia Cavalli Neder, e a presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), Adélia Maria Carvalho de Melo Pinheiro, além de reitores, pró-reitores de pesquisa e pós-graduação, e presidentes de fundações de apoio das universidades selecionadas.
CT-Infra
O Fundo Setorial de Infraestrutura (CT-Infra) financia projetos para implantação de infraestrutura física e laboratorial voltado a universidades, institutos tecnológicos e centros de pesquisa.

SERVIÇO
Data: 26/2/2016
Hora: 9h
Local: 10º andar do Ed. Ventura (sede da Finep)
Endereço: Av. Chile, 330, Torre Oeste, Centro - Rio de Janeiro (RJ)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Exploração Espacial: História e política internacional

Canal no Youtube Xadrez Verbal
25 de fevereiro de 2016



O vídeo une a exploração espacial, Física e a Astronomia com História e com Política Internacional. Veremos a importância da Literatura para a conquista do Espaço, as V2 alemãs, a Guerra Fria, as corridas espaciais de Gagarin e do Projeto Apollo, a estação espacial Mir, o clima de cooperação que sucede a Guerra Fria, a Estação Espacial Internacional, a ascensão chinesa e o potencial fim da ISS em 2020. Tudo isso norteado pela política internacional, para você que gosta "de humanas" se interessar pelas "exatas" e pra você que é "de exatas" se interessar "pelas humanas".

OBSERVAÇÃO: Fiz duas anotações no vídeo. O termo correto é lado OCULTO da Lua, e o orçamento de 160bi de Dólares é para todo o projeto Apollo. 

Pesquisa aponta que indústria investirá mais em inovação neste ano

Agência CTI
22 de fevereiro de 2016


Os investimentos em 2016 feitos pelas indústrias de grande porte, que têm 250 ou mais empregados, estarão voltados, principalmente, para a inovação. Entre as que pretendem investir, 46% privilegiarão a melhoria ou a introdução de novos processos e 18% o desenvolvimento de produtos. As informações são da última pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
"Os investimentos em inovação são importantes para o País sair da crise porque aumentam a produtividade e modernizam as empresas", avalia o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca. O aumento da capacidade instalada está nos planos de apenas 20% das indústrias, o menor percentual da série da pesquisa.

Além disso, os planos das empresas para 2016 preveem o aumento dos investimentos destinados a atender o mercado externo. O número de empresas cujo foco principal dos investimentos é o mercado interno caiu de 68% em 2015 para 62% neste ano. "A experiência de uma fraca demanda doméstica, aliada a uma expectativa ainda pessimista, estimula a indústria a procurar o mercado externo", diz o estudo.

Frustração
Conforme a pesquisa, muitas empresas suspenderam os planos de investimentos no ano passado. O número de empresas que investiu em 2015 foi de 74%, o menor desde 2010. Mais da metade - 58% - não cumpriu os projetos como estava planejando. "A principal razão apontada para a frustração dos planos de investimentos foi a incerteza econômica", informa a CNI.

A elevada ociosidade, a reavaliação da demanda e o custo do crédito também estão entre as maiores razões para 2016 seguir com a redução de investimentos feito pelas indústrias de grande porte. Conforme o estudo, apenas 64% dessas empresas pretendem investir neste ano, o menor número desde 2010.

Entre as que têm planos de investimentos, 67% pretendem tocar projetos já em andamento e 33% planejam iniciar novos empreendimentos. Em 2010, ano em que o levantamento começou a ser feito, esse número era de 48%.

(Agência Gestão CT&I, com informações da CNI)

Trabalho de Pesquisadora do IAE é Premiado em Evento

DCTA/IAE
23 de fevereiro de 2016


A Tecnologista Luciene Dias Villar, da Divisão de Química (AQI) do Instituto de Aeronáutica e Espaço, recebeu no último dia 18 a comunicação de que o trabalho intitulado Time-Temperature Superposition Principle Applied to Thermally Aged Composite Propellant, em coautoria com o Tecnologista Luis Claudio Rezende foi premiado como Solid Rockets Best Paper pelo American Institute of Aeronautics and Astronautics (AIAA). O trabalho foi apresentado no dia 28 de julho de 2015 no 51st AIAA/SAE/ASEE Joint Propulsion Conference em Orlando, Flórida. O evento reúne anualmente profissionais da área de propulsão e energia de diversos países, com a participação de empresas como Boeing, Rolls-Roice e General Motors, além de pesquisadores de diversas universidades e instituições, dentre as quais os diversos centros da NASA. A área de Solid Rockets constitui-se em uma das áreas temáticas do evento, ao lado de outras 26 áreas.

Este é um dos principais eventos científicos da área no mundo e a premiação é um grande motivo de orgulho para o IAE.

Segue seu projeto aqui.

Centro meteorológico da Índia adota aplicativo do CPTEC/INPE

Inpe
24 de fevereiro de 2016



O Fortracc, aplicativo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para previsão a curto prazo e monitoramento da evolução de sistemas convectivos, está sendo utilizado pelo Centro Meteorológico da Índia.

O aplicativo Fortracc (Forecast and Tracking of Active Cloud Clusters) permite obter a evolução temporal e a trajetória dos sistemas convectivos de mesoescala, os quais em geral estão associados com precipitações intensas e rajadas de vento.

Desenvolvido na Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do INPE pelo pesquisador Daniel Vila, o Fortracc foi adaptado e está sendo utilizado operacionalmente na Unidade de Aplicação de Satélites do Serviço de Meteorologia da Índia.

Nesta nova aplicação para monitorar tempestades no Oceano Índico por meio de imagens do satélite geoestacionário indiano INSAT, são disponibilizadas previsões da posição e intensidade de sistemas convectivos (MCS) até 3 horas considerando um limiar de -38C e uma área mínima de 2400 km2 para a detecção e seguimento desses sistemas.

Qualquer usuário pode ter acesso em tempo real aos produtos gerados pelo Fortracc (evolução temporal e a trajetória dos sistemas convectivos) na página:http://sigma.cptec.inpe.br/fortracc/

Na França, ministro das Comunicações acompanha testes com satélite brasileiro

FAB
24 de fevereiro de 2016



Um grupo de 22 profissionais brasileiros está acompanhando como parte do processo de absorção de tecnologia.

ministro das Comunicações, André Figueiredo, acompanhou nesta segunda-feira (22/02) os testes com o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGCD) em Cannes, na França. O ministro se reuniu com diretores da empresa e acompanhou detalhes da montagem do SGDC. André Figueiredo explica que o lançamento do satélite é uma prioridade do governo federal e a meta é que, até dezembro deste ano, o empreendimento esteja concluído. Ainda no primeiro semestre também estarão prontas para testes as bases de controle em Brasília e no Rio de Janeiro.

“Nessa primeira visita pudemos ver o satélite em fase de finalização, testes e junção de seus componentes. Conversamos com a direção da Thales e a perspectiva é de que o lançamento aconteça até dezembro. Essa é a meta que a empresa busca cumprir”, afirmou o ministro.

Neste momento são realizados testes térmicos. Em seguida, o equipamento passará por testes mecânicos e, em junho, serão preparados os exames com a parte de comunicações.Em dezembro de 2015, os módulos de comunicação e serviço foram integrados.
Um grupo de 22 profissionais brasileiros acompanha a construção do SGDC como parte do processo de absorção e transferência de tecnologia. O empreendimento é supervisionado pela Visiona, empresa formada pela parceria entre a Telebras e a Embraer. A partir de março, os profissionais que vão operar o satélite terão os treinamentos finais no centro de operações em Brasília (DF).
SGDC - O satélite vai operar nas chamadas banda X e Ka. Em relação à primeira, trata-se de uma faixa de frequência destinada exclusivamente ao uso militar, correspondendo a 25% da capacidade total do satélite. A banda Ka terá capacidade de 54 Gbit/s será usada para ampliar a oferta de banda larga pela Telebras. O satélite pesa 5,8 toneladas e vai garantir conexão banda larga nos municípios mais distantes do País. Ele irá reforçar a rede terrestre da Telebras, atualmente com 28 mil km de extensão, presente em todas as regiões brasileiras.
O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa (MD), das Comunicações (MC) e da Ciência e Tecnologia (MCTI) e envolve investimentos da ordem de R$ 1,7 bilhão.

A previsão de lançamento é para o segundo semestre deste ano e de operação no início de 2017. Após um período de ajustes e de testes, o satélite começará a sua operação comercial no início de 2017.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

CLBI realiza o segundo rastreamento remoto de satélite do ano

FAB
23 de fevereiro de 2016



Brasília, 23 de fevereiro de 2016 – Em março, a Estação Natal, do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), realiza o segundo dos oito rastreamentos remotos previstos para este ano dos veículos Ariane, Soyuz e Vega. Eles serão lançados a partir de Kourou, na Guiana Francesa, a 2,3 mil quilômetros em linha reta da capital do Rio Grande do Norte.

O rastreamento remoto dos foguetes é estabelecido em um acordo internacional entre o governo brasileiro e a Agência Espacial Europeia (ESA).

A operação é feita por meio de uma antena de telemedidas que remete os dados (como trajetória, temperatura e pressão, dentre outros) para a estação brasileira. Esta, por sua vez, recebe as informações – que são transformadas em pacotes de dados – e as envia em tempo real para a Guiana Francesa. O processo é fundamental para manter a segurança de voo do foguete, além do monitoramento de todo trajeto do veículo.

“A função do CLBI é fazer com que esse rastreamento colabore com os voos dos foguetes e caso ocorra algum incidente todas as informações serão de suma importância para relatar qualquer ocorrido”, diz Maria Goretti Dantas, engenheira responsável pela interface entre o CLBI e o Centro Espacial Guianês.

Em janeiro último o CLBI acompanhou os dados do veículo Ariane (VA228), que levou ao espaço o Satélite Intelsat 29E, construído pela Boeing, que vai prover links de dados de alta capacidade para clientes comerciais e governamentais das Américas.

O diretor do Centro, coronel Paulo Junzo Hirasawa, destacou a qualidade técnica e a importância da estação. “O comprometimento e o profissionalismo dos servidores envolvidos garantiram a excelência e o sucesso da operação e ratificam o papel estratégico da Estação Natal para o cumprimento da missão institucional”, afirmou.

Acordo – O primeiro acordo com a ESA foi assinado em 1977. A renovação em 1994 está vigente até 2019. O acordo prevê estabelecimento e utilização de meios de rastreamento de telemedidas situados em território nacional.

Anualmente, o Brasil recebe aproximadamente 900 mil euros pela utilização. O valor é direcionado aos cofres públicos e não ao CLBI.

Em 2015, o CLBI completou 50 anos. A unidade da Força Aérea Brasileira (FAB), em Parnamirim (RN), serviu como base de lançamento de aproximadamente três mil foguetes e rastreamento de cerca de 200 veículos espaciais lançados a partir da Guiana Francesa, entre eles os foguetes Ariane, Soyuz e Vega.

Fonte: FAB