segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Estudantes brasileiros contam expriência de cursar mestrado na China

AEB
17 de fevereiro de 2017

Foto extraída do site da AEB

Quatro engenheiros brasileiros, três graduados pela Universidade de Brasília (UnB) e um pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp/Guaratinguetá) cursam desde setembro de 2015, um mestrado na área espacial na Beihang University of Aeronautics and Astronautics (BUAA), na China.  Lá eles participam da construção do microssatélite BUAASat, que será lançado em órbita baixa a 600 km da terra, com a missão de fazer o sensoriamento remoto de algumas regiões do país, além de tirar fotos de detritos espaciais.

O programa de bolsas de mestrado é patrocinado pelo Centro Regional para Ciência Espacial e Educação Tecnológica na Ásia e no Pacífico (RCSSTEAP – China). Os estudantes, Felipe Iglesias, Renan Felipe Nogueira, Pedro Henrique Nogueira e Audrey Rodrigues Siqueira foram selecionados, pelo Master Program on Space Technology Applications Global Navigation Satéllite Systems (GNSS). Todo o processo de seleção contou com a intermediação e apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Para os estudantes, o intercâmbio que fizeram no programa Ciências sem Fronteiras, Renan Felipe, em Lisboa, Felipe Iglesias na Normandia, Pedro Henrique na Escócia e Audrey na Alemanha, os ajudou a tomarem a decisão de fazer um mestrado na China e buscar novas oportunidades em um país de cultura tão diversa. O processo de seleção com a participação de 14 candidatos inscritos ocorreu em duas etapas, a inscrição, feita no site do programa, e uma entrevista, via internet, realizada por dois professores da Beijing University.

Felipe Iglesias, 28 anos, paulista de Araçatuba, formado em Engenharia Eletrônica pela UnB, foi selecionado para o mestrado em Sensoriamento Remoto e Sistema de Geo-Informação (RS&GIS) e Pedro Henrique e Renan Felipe, graduados em Engenharia de Energia, estudam Tecnologia de Microssatélites. O mestrado tem duração de um ano e nove meses, sendo que alguns deles estarão de volta em julho deste ano.

Oportunidades

Para Iglesias, o mestrado é uma ótima oportunidade de crescimento pessoal e profissional. “Além de aprender outra língua e vivenciar nova cultura, pretendo ampliar meus horizontes com essa experiência, pois no retorno ao Brasil quero trabalhar e contribuir com o desenvolvimento do setor espacial”, disse.

Já Renan Felipe conta que com dez meses no país oriental já teve uma base teórica e prática bastante significativas, principalmente na área de construção de satélites. “Agora estou focado no desenvolvimento da tese voltada para integração e testes na parte elétrica e eletrônica de todos os subsistemas. Vou tentar automatizar todo esse processo para torná-lo mais eficiente, e com isso reduzir os custos”, afirmou.

Como engenheiro de energia tenho acesso à parte solar do satélite. Trabalhar com energia solar está sendo ótimo, além de abrir um leque de oportunidades não apenas no Brasil, estudar na China abre oportunidades no mundo inteiro.

Segundo os estudantes, a oportunidade de cursar um mestrado na China os fez crescer não só profissionalmente, mas também culturalmente. “Desenvolvi minhas habilidades interpessoais, tentei estar inserido em uma empresa no contexto internacional e vou levar essa experiência para o Brasil”, ressaltou Felipe Iglesias. Sua contribuição para o Brasil deve ser adiada mais um pouco, no fechamento dessa matéria, ele nos informou que surgiu uma oportunidade de trabalho que talvez o leve para outro país. A proposta não está relacionada à área espacial, mas o mestrado contribuiu muito para receber esse convite, concluiu.

Renan Felipe ressalta que o mestrado entrou na fase de produção da tese sem muitos cursos para fazer, mas com prazo para entrega de relatórios e andamento da produção. Ele aproveita e manda uma mensagem aos colegas brasileiros: “Espero que a nossa experiência de sucesso na China ajude a quebrar o tabu em relação ao país e a acabar com o medo de os candidatos virem para cá. Aproveitem essa oportunidade”, concluiu.

Na próxima reportagem vocês vão conhecer a experiência dos engenheiros Pedro Nogueira e Audrey Siqueira, que também estão na China.

Interessados em participar do mestrado acesse o  link:

Na Guiana, SGDC passa por testes antes do lançamento

AEB/MCTI
17 de fevereiro de 2017

Foto: Visiona

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) já está no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, onde passará por uma fase de testes até a véspera do seu lançamento, previsto para 21 de março. O equipamento chegou à Guiana Francesa na terça-feira (14), depois de deixar a cidade de Cannes, na França, onde foi construído pela empresa Thales Alenia.

O primeiro satélite geoestacionário do Brasil terá uso civil e militar. O equipamento vai ampliar a oferta de banda larga em todo o território nacional, principalmente em regiões remotas do país, e garantir a segurança das comunicações na área de defesa.

Segundo o gerente de Satélites da Telebras, Sebastião Nascimento, que acompanhou a chegada do SGDC ao Centro Espacial de Kourou, nas próximas semanas, vários testes serão feitos para verificar as condições do SGDC e se a viagem causou algum dano ao equipamento. “Estamos trabalhando das 6 horas da manhã até 22 horas. Tudo está correndo bem, sem problemas, mas precisa ser checado”, revela.

Ele acrescenta que o satélite está dentro de uma “sala limpa”, onde não entra poeira nem resíduos, e o acesso dos técnicos deve ser feito usando roupas especiais. Nesse local, as equipes testam o sistema de comunicação, de movimentação e os sensores do artefato, por exemplo. Ao todo, a fase de pré-lançamento do SGDC envolve cerca de 200 pessoas. Depois de encerrada essa etapa, o satélite será levado para outra sala para ser inserido na cápsula do lançamento.

Transporte

O transporte do satélite teve início na segunda-feira (13), quando foi embarcado no Aeroporto de Nice, na França, com destino a Kourou, na Guiana Francesa. A bordo do avião russo Antonov, com alta capacidade de carga, o equipamento chegou na madrugada de terça-feira (14) à Guiana, depois de oito horas de viagem.

Em outra operação que levou cerca de 12 horas, o artefato foi retirado da aeronave e levado do aeroporto de Caiena até o Centro Espacial de Kourou, em um trajeto de 60 quilômetros. No local, o satélite foi retirado do contâiner, desembrulhado e colocado em uma sala, onde agora passa por uma série de testes.

Parceria

O Satélite Geoestacionário é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Defesa, e conta com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 18 anos. O processo de construção e lançamento do SGDC também envolve engenheiros e especialistas da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.

O satélite deverá ser lançado por volta das 17 horas do dia 21 de março. Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o equipamento ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico.

Foto: Satélite Geoestacionário chegou à Guiana Francesa na terça-feira (14), depois de deixar a cidade de Cannes, na França, onde foi construído.

Foguete Ariane é rastreado pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno

AEB
16 de fevereiro de 2017

Foto: CLBI

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) realizou com sucesso na noite de terça-feira (14.02) o rastreamento do veículo Ariane VA-235, lançado do Centro Espacial Guianês (CSG), em Kourou, na Guiana Francesa. O veículo foi lançado às 19h38 (horário brasileiro de verão) sendo monitorado pela Estação Natal durante a fase propulsada e nos momentos críticos de separação dos dois primeiros estágios.

Os processos operacionais de rastreamento são de alta complexidade, envolvendo grande número de profissionais, engenheiros e técnicos, do CSG e do CLBI, e conta com a participação direta de 41 servidores do CLBI. No apoio logístico, após a reestruturação da Força Aérea, as Operações contam com o suporte do Grupamento de Apoio de Natal (GAP-NT), disponibilizando recursos e meios para o fiel cumprimento do exercício operacional que caracteriza atividade fim do CLBI.

Segundo o adjunto do coordenador de Telemedidas, engenheiro Irineu Alexandre Silva Júnior, a alta cadência de rastreamento eleva a qualidade e a eficiência dos processos operacionais: “A gestão dos recursos humanos em seu aprimoramento técnico, associada à qualidade operacional e de manutenção dos equipamentos, garante a confiança necessária para a execução de todo planejamento inerente à operação”. Ele acrescenta, ainda: “O cronograma geral dos eventos é seguido em toda sua plenitude, com destaque para o ensaio técnico, repetição geral, lançamento e transferência dos dados para o Centro de Tratamento de Dados de Telemedidas na Guiana Francesa e Toulouse – França”, avalia o adjunto.

O veículo Ariane VA-235 transportará para órbita geoestacionária dois satélites de telecomunicações. O satélite SKY Brasil-1 proverá sinal de TV para Brasil e América Latina. Além deste, o engenho transportará o satélite TELKOM-35 responsável por expandir os serviços da empresa TELKOM na Indonésia.

A “Estação que não pára” já se prepara para o próximo rastreamento com previsão no calendário operacional para o dia 21 de março. De acordo com a coordenadora da seção de Interface (SICC), engenheira Maria Goretti Dantas, o lançamento do VA-236 tem um caráter particular para todos os brasileiros e, em especial, para os servidores do CLBI que participarão da campanha que levará à órbita o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC): “Será uma campanha especial, pois estaremos envolvidos diretamente na atividade que trará à sociedade brasileira resultados diretos em qualidade de comunicações e segurança”.


Satélite geoestacionário chega à Guiana Francesa, após 8 horas de voo

AEB
15 de fevereiro de 2017

Foto: Sebastião Nascimento

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que irá reforçar a independência e soberania do Brasil na área espacial, além de ampliar e garantir comunicação segura à população, chegou na última terça-feira pela manhã (14.02) à Guiana Francesa, após uma viagem de oito horas.

A bordo do avião russo Antonov, com alta capacidade de carga, estava também o Koreasat 7, satélite coreano, que também será lançado no mesmo dia do SGDC. Em uma ação envolvendo cerca de 50 profissionais, cuidadosamente os dois satélites foram retirados, em uma operação que levou cerca de sete horas.

Segundo o engenheiro da Telebras, Sebastião Nascimento, Gerente de Engenharia e Operação de Satélites, que acompanha a chegada do SGDC, o voo foi normal, sem nenhum contratempo. “Agora vamos desembrulhar o SGDC e verificar se está tudo bem”, afirmou.

O SGDC é um satélite de telecomunicação desenvolvido em Cannes na França, pela Thales Alenia Space para o Brasil, para uso civil e militar. O satélite irá implementar um sistema de comunicação por satélite seguro para o governo e para as Forças Armadas brasileiras. Irá também fornecer internet banda larga para todo o território nacional, principalmente para as áreas com mais problemas de comunicações, dentro do programa nacional de banda larga, operado pela Telebrás.

O processo de retirada dos dois satélites do Antonov encerrou-se às 8h da manhã desta quarta-feira (15.02), quando um comboio se deslocou do aeroporto de Caiena até Kourou, em um trajeto de 60 km, percorrido em 4 horas, com batedores da polícia local. Chegando ao Centro Espacial de Kourou, o SGDC vai aguardar em uma sala até o seu lançamento, que acontecerá no dia 21 de março de 2017, às 17h.

Projeto de Aeronomia seleciona bolsista na área de TI

INPE
17 de fevereiro de 2017



A Divisão de Aeronomia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), oferece oportunidade de bolsa para profissional com formação superior em Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Tecnologia da Informação (TI) ou cursos correlatos, com dois anos de experiência após a graduação ou título de mestrado na área.

O bolsista irá atuar no projeto LEONA: Rede Colaborativa na América Latina para a Investigação de Eventos Luminosos Transientes e Emissões de Alta Energia de Tempestades. O valor mensal da bolsa é de R$2.860,00.

Todas as informações sobre os requisitos para a escolha do bolsista e contato para envio de currículos estão disponíveis na página

INPE oferece bolsas para pós-doutorado e pesquisador visitante em Ciência do Sistema Terrestre e Sustentabilidade

INPE
17 de fevereiro de 2017



O Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP), oferece oportunidade de bolsas no âmbito da iniciativa Earth League, uma rede internacional de cientistas na área de mudanças globais.

São duas bolsas, uma para pós-doutorado e outra para pesquisador visitante, com financiamento da Capes. 

Acesse aqui o edital com as informações sobre as vagas, e aqui documento sobre os objetivos da Earth League.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Novo sistema fornece visão de 360° para veículos

Agência ABPTI
14 de fevereiro de 2017


A multinacional VIA Technologies, líder global no desenvolvimento de soluções inovadoras e sistemas integrados a Internet das Coisas, pretende trazer ao país seu sistema VIA Mobile 360, uma plataforma que combina em tela imagens de seis câmeras de alta resolução simultaneamente. Com a tecnologia VIA Multi-Stitch, o VIA 360 suporta gráficos avançados e diferentes recursos de processamento que garantem o vídeo de 360° em tempo real e de alta qualidade.

A ferramenta permite que gestores de frota tenham uma visão de 360° a partir do veículo, o que propicia agilidade para a tomada de decisões, como alteração de rotas, transmissão de orientações imediatas ao condutor e, consecutivamente, ganhos de produtividade. Já para motoristas, aumenta a segurança e facilita a direção.

“Ao fornecer 360° de visão a partir do veículo, o sistema praticamente elimina a existência de pontos cegos, muito comuns quando o condutor dispõe de tecnologias de monitoramento 2D convencionais. Com maior visibilidade para a condução, seja em vias estreitas, em estradas ou ao estacionar, o veículo permanece maior tempo rodando”, afirmou Ubiratan Resende, da divisão de vendas e plataformas embarcadas da VIA Technologies no Brasil.

As câmeras que integram o VIA Mobile 360 têm resolução de 2 mega pixels. Em tela, o sistema combina simultaneamente imagens de até seis câmeras externas, para o multi stitch, além de comportar ainda mais duas outras câmeras internas para registro. Possibilita também armazenar imagens que mostrem as condições em que ocorreram episódios como acidentes e violações de segurança. O sistema ainda pode ser personalizado, para atender aos requisitos de múltiplos aplicativos e ambientes de monitoramento e gravação em vídeo em tempo real.

Cientistas buscam nova estratégia para os próximos 10 anos do telescópio Soar

MCTIC
14 de fevereiro de 2017

Telescópio Soar, nos Andes chilenos, tem 30% de participação brasileira. Foto: LNA

Observatório instalado em Cerro Pachón, no Chile, produz imagens de alta qualidade que contribuem para as pesquisas astronômicas desenvolvidas no Brasil. País tem 30% de participação no telescópio, que recebeu recursos do MCTIC.

Instalado nos Andes chilenos, a 2,7 mil metros de altitude em relação ao nível do mar, o Telescópio de Pesquisa Astrofísica do Sul (Soar, na sigla em inglês) começou a operar há 10 anos preenchendo uma importante lacuna na astronomia brasileira. Com um espelho principal de 4,1 metros de abertura, o observatório foi projetado para produzir imagens de alta qualidade. "Melhor do que a de qualquer outro instrumento no mundo em sua categoria", afirma o diretor do Laboratório Nacional de Astrofísica, Bruno Castilho, citando a tecnologia e as condições de céu escuro e baixa cobertura de nuvens oferecidas pela montanha de Cerro Pachón. "Agora, chegou a hora de discutir a ciência a ser feita na próxima década no Soar."

Este é o objetivo do Workshop on Soar Science 2020, que o LNA realiza entre 13 e 15 de março, no Rio de Janeiro. Com o fim do atual acordo do consórcio em 2020, pesquisadores brasileiros e estrangeiros vão se debruçar sobre a estratégia científica e operacional do Soar para a década seguinte. "Esperamos que a comunidade brasileira usuária participe ativamente das discussões, para opinar sobre que rumo científico deseja para o observatório no novo período", diz Castilho.
A oficina ocorrerá simultaneamente em dois locais, no Brasil e nos Estados Unidos, conectados por teleconferência. A programação inclui palestras e espaço para comunicações orais, pôsteres e discussões. O LNA organiza o evento ao lado da Universidade da Carolina do Norte (UNC) em Chapel Hill e da Universidade Estadual de Michigan (MSU).

Telescópio

O diretor do LNA descreve o Soar como um telescópio "de porte intermediário, extremamente versátil, rápido, de óptica soberba e localizado em local privilegiado", no caso, Cerro Pachón, nos Andes chilenos. Tem cerca de 10 equipamentos acoplados a si, por meio dos quais coleta dados nas faixas da luz visível e do infravermelho.

O telescópio custou US$ 30 milhões – cerca de R$ 100 milhões – e recebeu financiamento de um consórcio formado pelo Observatório Nacional de Astronomia Óptica dos EUA (Noao), ao lado da UNC e da MSU; e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Dono de 30% de participação no Soar, o Brasil tem cerca de 120 usuários, espalhados em sete instituições – dentre universidades e instituto de pesquisa. Para a pesquisa astronômica brasileira, os resultados do Soar têm preenchido lacunas entre os dados obtidos pelo Observatório do Pico dos Dias (OPD), localizado no município de Brazópolis (MG), a 37 quilômetros de Itajubá (MG), sede do LNA; e de outros consórcios internacionais acessíveis ao país, como o Telescópio Canadá-França-Havaí (CFHT), no arquipélago norte-americano; e os observatórios Gemini, equipamentos instalados em dois dos melhores sítios astronômicos do planeta – um na Cordilheira dos Andes, no Chile, e o outro no Havaí, nos EUA.

Empresas brasileiras participaram tanto da construção do domo do Soar – com 66 metros de diâmetro e capaz de suportar uma estrutura de 70 toneladas –, como da produção de instrumentos do telescópio. Em 2016, o país entregou ao consórcio o primeiro espectrógrafo de alta resolução montado em seu território, chamado Steles (Soar Telescope Èchelle Spectrograph). Formado por 5 mil peças, a maior parte projetada por engenheiros e pesquisadores do LNA, o equipamento aperfeiçoa estudos astronômicos, ao permitir uma medida mais precisa da matéria que compõe os objetos celestes.

Serviço

Evento: Workshop on Soar Science 2020
Data: 13 a 15 de março de 2017
Local: Auditório Ministro João Alberto Lins de Barros, no CBPF
Endereço: Rua Doutor Xavier Sigaud, 150, Urca
Cidade: Rio de Janeiro (RJ)

Satélite Geoestacionário embarca para Guiana, de onde será lançado ao espaço

MCTIC
13 de fevereiro de 2017

Satélite geoestacionário é transportado da França para a Guiana, de onde será lançado ao espaço em 21 de março. Foto: Thales Alenia

Desenvolvido numa parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, satélite saiu da França nesta segunda-feira num avião Antonov. Além de expandir a banda larga, equipamento vai garantir a segurança das comunicações do Brasil.

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) embarcou, nesta segunda-feira (13), em direção ao Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, de onde será lançado ao espaço no dia 21 de março. O equipamento saiu da cidade francesa de Cannes, local onde foi construído pela empresa Thales Alenia e supervisionado por engenheiros e especialistas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Ministério da Defesa, da Telebras e da Agência Espacial Brasileira (AEB) – ambas entidades vinculadas ao MCTIC –, além da Visiona.

O transporte do satélite é feito por um modelo Antonov – avião russo de alta capacidade de carga. O voo, que saiu do aeroporto de Nice, deve durar cerca de seis horas, com aterrisagem prevista para as primeiras horas desta terça-feira (14).

"Naquele avião vão o empenho, a energia e a inteligência de muitos profissionais, que aguardam pelo lançamento e pelo sucesso do satélite. É uma importante etapa que está sendo concluída. Um momento de grande satisfação, que pode ser comemorado por todos", afirmou o engenheiro da Telebras Sebastião Nascimento, que aguarda a chegada do SGDC na Guiana Francesa.

Provedor de serviços

O SGDC vai garantir a segurança das comunicações de defesa das Forças Armadas brasileiras e o fornecimento de internet banda larga para todo o território nacional, especialmente para as áreas remotas do país. O projeto é fruto de uma parceria entre o MCTIC e o Ministério da Defesa, com investimentos no valor de R$ 2,1 bilhões e tempo de operação de aproximadamente 15 anos.

"Com o SGDC, o Brasil ganha qualidade na prestação dos seus serviços, seja ao dar mais eficiência ao sistema de segurança nacional, seja ao levar mais condições de banda larga para todos os cidadãos, em suas atividades pessoais ou profissionais", afirmou o ministro Gilberto Kassab, em recente visita ao Comando de Operações Espaciais (Comae), da Força Aérea Brasileira (FAB), na Base Aérea de Brasília.

Segundo o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Rossato, o SGDC trará benefícios ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), operado pela Telebras, aos sistemas de telecomunicações militares e à absorção de tecnologia para o setor aeroespacial. O equipamento deve melhorar a fiscalização dos 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos e estender o PNBL a todo o território nacional.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Comitê internacional afirma que política migratória de Trump prejudica ciência mundial

Agência CT&I
10 de fevereiro de 2017



O International Human Rights Network of Academies and Scholarly Societies - aliança que congrega mais de 80 sociedades e academias de diversos países – se posicionou contra a nova política migratória estadunidense, sancionada pelo presidente recém-eleito, Donald Trump. Membros do comitê executivo, formado por cientistas de diferentes países - no qual o Brasil é representado pela acadêmica Belita Koiller – assinaram carta que esclarece a preocupação do órgão com os impactos que esta medida terá na ciência mundial.

No decreto assinado por Trump em 27 de janeiro deste ano, nativos de países como Irã, Iraque, Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iêmen e refugiados em geral ficam temporariamente banidos dos Estados Unidos. Além disso, ele proíbe por tempo indeterminado a entrada de refugiados da Síria nos EUA.

O comitê lembra que grandes avanços científicos foram feitos em conjunto com cientistas de diversas partes do mundo, incluindo refugiados, e que o impedimento de seu trânsito pelo país vai impactar diretamente na atividade de pesquisa e nas relações internacionais entre pesquisadores.

"Os EUA desempenham para muitos países o papel de um verdadeiro 'Hub' internacional de pesquisa. Não é o único, mas, para mim, o preferido. Essa ordem enfraquece este papel dos EUA como um pólo internacional de ciência e tecnologia, um ambiente estimulante para troca de ideias e colaborações entre cientistas de todos os países", lamenta Koiller, que é pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e foi uma das três cientistas brasileiras a ganhar o prêmio L'Oréal-Unesco para Mulheres na Ciência.

Além de prejudicial para setores do país, o comitê reforça que cientistas, pesquisadores e estudantes dos países mencionados no decreto e que estavam fora dos EUA quando este foi decretado já enfrentaram complicações para retornar ao país. Acreditam também que mais cientistas passarão a temer sair do país e não conseguirem voltar.

"O impacto desta ordem executiva não se limita aos 7 países nela explicitados, mas contamina todos os programas internacionais em atividade dos quais os EUA participam. É uma barreira interrompendo o fluxo internacional de ideias e o livre trânsito de cientistas, pré-requisitos para o avanço científico, tecnológico e inovação em termos globais", completa a Koiller.

O pedido do comitê é de que o governo americano reveja a política, considerando não apenas o quanto ela prejudicará as atividades científicas internacionais, mas também para que ela respeite as leis internacionais de direitos humanos e os direitos dos refugiados.

(Agência ABIPTI, com informações da ABC)